Economia Ibovespa engata quarta alta seguida e encosta nos 102 mil pontos

Ibovespa engata quarta alta seguida e encosta nos 102 mil pontos

Salto de 1,36% levou o índice de referência do mercado acionário brasileiro aos 101.917,73 pontos

Volume financeiro da sessão alcançou R$ 28,1 bilhões

Volume financeiro da sessão alcançou R$ 28,1 bilhões

Paulo Whitaker/Reuters - 24.8.2015

O Ibovespa fechou em alta de mais de 1% nesta quinta-feira (22), mantendo o sinal positivo na semana, com as ações de bancos mais uma vez entre os principais suportes, em meio a perspectivas de melhora nos resultados do setor no terceiro trimestre.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,36%, a 101.917,73 pontos, superando os 102 mil pontos na máxima da sessão (102.020,44 pontos), patamar que não ultrapassava desde o começo de setembro. O volume financeiro da sessão alcançou R$ 28,1 bilhões. Na semana, o Ibovespa já acumula alta de 3,67%. 

Wall Street também encerrou no azul, endossando os ganhos no pregão brasileiro, mesmo sem um desfecho nas negociações sobre mais estímulos fiscais nos Estados Unidos.

O superintendente da mesa de operações da Necton, Marco Tulli, não há segredo sobre a razão de o Ibovespa ter recuperado a maior parte das perdas desde o pior momento da pandemia de covid-19, em março.

"Diante da possibilidade de ganhar 2% em aplicações atreladas à Selic ou até mesmo ter resultado negativo, investidores têm preferido assumir mais risco e comprar ações, dada a chance de receber dividendos e a valorização do papel."

Ele acrescenta ainda que no 'sell-off' no começo da pandemia muitas empresas foram niveladas por baixo, uma vez que muitas companhias tiveram piora nos resultados dado os efeitos da pandemia. "Mas agora boa parte já começa a retomar (o ritmo)."

Nesse contexto, a temporada de resultados no país tende a ocupar ainda mais o foco das atenções, com uma série de empresas divulgando seus números na próxima semana, incluindo gigantes como Bradesco, Santander Brasil, Petrobras e Vale.

Destaques

- ITAÚ UNIBANCO PN saltou 5,14% e BRADESCO PN disparou 4,6%. Investidores mostram otimismo para os resultados do setor no terceiro trimestre, que começam na próxima semana com o balanço do SANTANDER BRASIL UNIT, que avançou 4,16%. BANCO DO BRASIL ON subiu 4,34%. Percepções de que os preços estão atrativos reforçam a recuperação dos papéis. No ano, Itaú ainda contabiliza perda de 27,85%, Bradesco cai 30,19%, Santander recua 28,66% e BB cede 34,31%.

- WEG ON avançou 4,73%, entre as maiores altas após ajuste na véspera, tendo de pano de fundo resultado robusto no terceiro trimestre. Em teleconferência sobre o balanço nesta quinta-feira, executivos da companhia afirmaram ver uma retomada forte dos negócios em todos os segmentos de equipamentos de ciclo curto no Brasil, atingindo níveis pré-pandemia no terceiro trimestre, mas no exterior a retomada é esperada para 2021.

- PETROBRAS PN fechou com elevação de 3,37%, beneficiada pela recuperação dos preços do petróleo no exterior. PETROBRAS ON subiu 3,17%.

- B2W ON caiu 2,3%, pior desempenho entre ações de varejo associadas ao comércio eletrônico na bolsa, com MAGAZINE LUIZA ON recuando 0,46% e VIA VAREJO ON fechando em alta de 0,20%. No ano, esses papéis ainda contabilizam valorização de 39,03%, 119,28% e 80,57%, respectivamente.

- QUALICORP ON subiu 0,38%, revertendo a fraqueza dos primeiros negócios, quando refletiu movimentos de realização de lucros após alta relevante na véspera. Mais cedo a empresa informou que sua sede e outros locais foram alvo de busca e apreensão de documentos pela Polícia Federal no âmbito da Operação Triuno, que entre outros pontos investiga sonegação tributária e evasão de divisas.

- VALE ON subiu 0,40%, diante da alta dos preços futuros do minério de ferro na China, com o setor de mineração e siderurgia mostrando desempenho misto. CSN ON fechou com declínio de 0,1%, GERDAU PN avançou 0,52% e USIMINAS PNA recuou 0,09%.

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