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Ibovespa fecha em alta de 1% com Wall St e cena política no radar

Economia|Do R7

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Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - A Bovespa fechou no azul nesta sexta-feira, beneficiada pelo avanço em Nova York, enquanto estrategistas adotaram um tom mais positivo em carteiras de ações brasileiras recomendadas para abril, citando melhora no sentimento em relação mercado local.

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O acirramento das tensões no plano político doméstico, contudo, manteve alguma cautela, refletida particularmente no giro financeiro, novamente abaixo da média do mês de março.

O Ibovespa subiu 1,01 por cento, a 50.562 pontos. Na parte da manhã, o principal índice do mercado brasileiro chegou a cair mais de 1 por cento, indo abaixo dos 50 mil pontos.

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O giro financeiro da sessão somou 6,4 bilhões de reais. Março mostrou até dia 30 média diária de mais de 9 bilhões de reais, No ano, o giro médio diário era de 6,9 bilhões de reais.

Na semana, o Ibovespa subiu 1,82 por cento.

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Em Wall Street, as bolsas fecharam em alta, após abertura negativa, com agentes financeiros analisando dados mais fortes do mercado de trabalho norte-americano e atividade manufatureira. O S&P 500 avançou 0,63 por cento.

No Brasil, a manutenção das incertezas políticas marcaram a sessão, abrindo espaço para realização de lucros após o Ibovespa valorizar-se 17 por cento em março, melhor desempenho mensal em mais de 13 anos.

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Apesar de muitos profissionais do mercado ainda considerarem elevadas as chances de impeachment da presidente Dilma Rousseff, avaliam que eventos recentes na cena política adicionaram dúvidas sobre uma "ruptura e deixaram o caminho mais "tortuoso".

A perspectiva ainda predominante de mudança do governo e na condução da política econômica no Brasil foi um dos fatores que endossaram apostas mais otimistas nas estratégias de ações em abril, conforme portfólios compilados pela Reuters.

O BTG Pactual afirmou em relatório a clientes que um cenário de profundas mudanças poderia estender o rali do Ibovespa, mas ponderou que, após a alta de março, se um cenário 'sem mudança' prevalecer é relevante o potencial espaço de queda.

A sexta-feira trouxe a primeira prévia da carteira do Ibovespa que vigora a partir de 2 de maio, com a saída das ações da varejista Cia Hering e da operadora de telecomunicações Oi e nenhuma entrada.

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DESTAQUES

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- BRADESCO fechou em alta de 1,96 por cento, enquanto ITAÚ UNIBANCO avançou 0,71 por cento, entre as maiores contribuições para a alta do Ibovespa dada a fatia relevante de ambas no índice.

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- VALE foi outra que reverteu as perdas e encerrou com as preferenciais em alta de 4,31 por cento, em dia de avanço dos preços do minério de ferro na China. Duas fontes disseram à Reuters que a mineradora considera sair da unidade brasileira produtora de aço CSA, uma parceria com a alemã ThyssenKrupp.

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- PETROBRAS fechou com as preferenciais com variação alta de 0,12 por cento, após cair na maior parte da sessão, em meio ao declínio acentuado do petróleo, enquanto segue vulnerável a expectativas no plano político. A companhia divulgou um plano de desligamento voluntário para até 12 mil empregados, que prevê economia da ordem de 33 bilhões de reais até 2020.

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- GERDAU saltou 7,36 por cento, novamente entre os destaques na ponta positiva, em sessão de ganhos do setor siderúrgico. O papel recebeu avaliações favoráveis de analistas nesta semana, enquanto o BTG Pactual incluiu o papel em sua carteira recomendada para abril.

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- SUZANO PAPEL E CELULOSE caiu 1,9 por cento, conforme o dólar reverteu a alta frente ao real durante a sessão e fechou no menor nível em sete meses.

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