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Ibovespa recua 1,5%, mas se mantém acima dos 100 mil pontos

Índice de referência da bolsa brasileira caiu em meio às preocupações com a situação fiscal brasileira

Economia|Do R7

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Ibovespa marcou 99.359,36 pontos na mínima do dia
Ibovespa marcou 99.359,36 pontos na mínima do dia

Preocupações com a situação fiscal brasileira voltaram a pressionar a bolsa paulista nesta quarta-feira (26), com o Ibovespa chegando a trabalhar abaixo dos 100 mil pontos no pior momento, apesar de novas máximas registras em Wall Street.

Índice de referência da bolsa brasileira, o Ibovespa caiu 1,46%, a 100.627,33 pontos. Na mínima, chegou a 99.359,36 pontos. O volume financeiro somou R$ 29,5 bilhões.

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O clima no pregão azedou após declarações do presidente Jair Bolsonaro que evidenciaram desacordo com a sua equipe econômica quanto aos planos relacionados à criação do Renda Brasil e fomentaram novos ruídos envolvendo o ministro Paulo Guedes.

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Bolsonaro disse que rejeitou proposta apresentada pelo Ministério da Economia para o Renda Brasil porque ficou insatisfeito com os cortes de programas como o abono salarial para financiar o novo projeto.

"A bolsa refletiu o mal estar provocado pelas palavras do presidente e seu potencial efeito fiscal, além de novas especulações sobre suposta saída de Guedes do governo", observou o superintendente da mesa de operações da Necton, Marcos Tulli.

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A extinção do abono representava a espinha dorsal do plano de foco nos mais pobres pretendida por Guedes no Renda Brasil. Na sequência, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, disse compreender a dificuldade externada pelo presidente, mas afirmou que nada que desrespeite o teto de gastos será votado na Casa.

Também o ministério da Economia publicou nota negando uma coletiva de Guedes, para pedido de demissão. "Não procede marcação de coletiva para pedido de demissão. Ministro continua despachando normalmente", disse.

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Os comentários de Maia e a nota da Economia, combinados com a aceleração das altas nos pregões em Nova York, ajudaram a tirar o Ibovespa das mínimas e recuperar os 100 mil pontos.

Nos EUA, o S&P 500 e o Nasdaq, renovaram recordes apoiados em ações de tecnologia após resultados e projeções das empresas Salesforce e HP Enterprise.

Destaques

- ITAÚ UNIBANCO PN e BRADESCO PN recuaram 2,1% e 2,08%, afetados pelo ambiente mais avesso a risco que, no setor financeiro, ainda pesou na ação da B3, que fechou em queda de 2,18%

- PETROBRAS PN caiu 2,84%, também afetada pelo sentimento mais negativo, enquanto os preços do petróleo no exterior mostraram pequenas variações. PETROBRAS ON recuou 2,86%.

- CEMIG PN cedeu 4,23%, após acumular valorização de 6,4% nos últimos três pregões, com ELETROBRAS ON também passando por ajuste e caindo 4,71% após alta de 20,6% com série de quatro pregões no azul.

- RUMO ON caiu 3,84%, devolvendo a valorização de 3,48% da véspera, após precificar na segunda-feira oferta de ações a 21,75 reais por papel, o que resultou em aumento de capital de 6,4 bilhões de reais.

- NOTRE DAME INTERMEDICA valorizou-se 3,24% na esteira de acordo para aquisição do Grupo Medisanitas Brasil, em movimento que analistas do BTG Pactual classificaram como transformacional e muito positivo.

- MAGAZINE LUIZA ON subiu 2,44%, a 90,15 reais, novo recorde de fechamento, após anunciar programa de recompra de até 10 milhões de ações, com prazo de 18 meses. Na máxima do dia, o papel chegou a 91,50 reais.

- VALE ON subiu 0,21%, com a alta dos futuros do minério de ferro na China ajudando atenuar a pressão vendedora. No setor de mineração e siderurgia, CSN ON capitaneou as perdas, fechando em baixa de 1,55%.

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