Ibovespa reflete cautela após acordo entre UBS e Credit Suisse
Ação de bancos centrais, expectativas sobre taxas de juros no Brasil e nos EUA, e novo arcabouço fiscal derrubam o índice
Economia|Do R7

O Ibovespa assumia uma trajetória negativa nesta segunda-feira (20), refletindo precauções de agentes financeiros, ainda desconfiados do cenário apresentado pelo noticiário internacional, que destacava a compra do Credit Suisse pelo UBS e ação coordenada de bancos centrais, no final de semana.
Os investidores continuam a ajustar expectativas para as decisões sobre os juros nesta semana, tanto nos Estados Unidos como no Brasil, e também permanecem atentos ao desenvolvimento das negociações relacionadas ao novo arcabouço fiscal do país, que será proposto pelo Ministério da Economia.
Às 11h06, o Ibovespa caía 0,59 %, a 101.380,09 pontos.
Para a equipe da Guide Investimentos, a instabilidade no mercado parece longe de uma resolução, e as decisões de política monetária nos próximos dias, particularmente a do Fed (Federal Reserve), o banco central norte-americano, devem dar o tom da semana.
"A volatilidade parece garantida para o mercado", afirmaram, em comentário a clientes.
Além do Fed, o Banco da Inglaterra e o BCB (Banco Central Brasileiro) também decidem sobre as taxas de juros nesta semana.
De acordo com a XP Investimentos, os bancos centrais tomarão suas decisões "espremidos entre inflação alta, de um lado, e a turbulência do sistema financeiro global ,do outro". Isso faz com que essas definições estejam "provavelmente, entre as mais importantes em muitos anos".
Os ativos financeiros no Brasil tendem a se manter 'reféns' do ambiente internacional, mas também vão refletir as expectativas relacionadas à nova regra fiscal.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou mais cedo, nesta segunda, que o presidente Luiz Inácio Lula Da Silva pediu mais conversas com autoridades, antes da divulgação do arcabouço. Ele disse que torcerá para que o texto seja apresentado nesta semana.
Ações em destaques no dia
- PETROBRAS PN caía 1,49%, a R$ 23,16, na esteira do declínio dos preços do petróleo no exterior, com o Brent tocando as mínimas desde dezembro de 2021.
- VALE ON tinha variação positiva de 0,73%, a R$ 83,33, apesar da queda dos futuros de minério de ferro na China, após o planejador estatal daquele país emitir novo alerta contra a especulação no mercado e novas restrições de produção serem impostas nas principais cidades siderúrgicas chinesas.
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- ITAÚ UNIBANCO PN tinha alta de 1,2%, a R$ 23,62, e BRADESCO PN avançava 0,23%, a R$ 13,36; agentes financeiros continuam avaliando o mercado de crédito no país e potenciais reflexos dos receios com o setor bancário na Europa e EUA.
- HAPVIDA ON caía 6,33%, a R$ 2,22, no segundo pregão de baixa, com a persistência das preocupações sobre a solvência da companhia e a possibilidade de um aumento de capital via emissão de ações nos níveis atuais. No setor de saúde, QUALICORP ON perdia 5,08%, a R$ 3,92.
- AZUL PN avançava 2,77%, a R$ 13,34, endossada por relatório do UBS BB elevando a recomendação dos papéis a "neutra e o preço-alvo de R$ 12,50 a R$ 14. No setor, GOL PN subia 0,28%, a R$ 7,11. O UBS BB também elevou Gol a "neutra" e o preço-alvo passou de R$ 8,80 a R$ 9.
















