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Ibovespa renova máximas desde março e flerta com 108 mil pontos

Às 15h10, o índice de referência do mercado acionário nacional subia 0,79%, aos 107.272,58 pontos

Economia|Do R7, com Reuters

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Ibovespa marcou 107.810,31 pontos na máxima da sessão
Ibovespa marcou 107.810,31 pontos na máxima da sessão

O Ibovespa abandonava o sinal negativo e renovava máximas desde março na tarde desta terça-feira (17), se aproximando dos 108 mil pontos, com a Vale renovando níveis recordes e puxando reação com alta de quase 5%, apesar da fraqueza em Wall Street.

Às 15h10, o Ibovespa subia 0,79%, a 107.272,58 pontos. Na máxima, chegou a 107.810,31 pontos, maior patamar intradiário desde 4 de março. O volume financeiro somava R$ 20,7 bilhões.

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Dados da B3 também continuam mostrando entrada líquida de estrangeiros em novembro, com o saldo do mês até momento em R$ 17,8 bilhões. No ano, apenas junho (R$ 1,9 bilhão) e agosto (R$ 1,5 bilhão) e outubro (R$ 2,9 bilhões) tiveram saldo positivo.

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Na visão do superintendente da mesa de operações da Necton, Marco Tulli, a bolsa reflete entradas veementes de estrangeiros desde o fim de outubro e começo de novembro, com os resultados acima do esperado de muitas companhias.

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"E de pano de fundo ainda há percepções de que uma segunda onda de coronavírus tende a ser mais branda no Brasil em razão da época do ano, de temperaturas mais elevadas, bem como os protocolos médicos estão mais conhecidos", acrescentou.

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Muitos agentes financeiros também têm destacado uma rotação de setores em carteiras de investimentos na bolsa, alinhada a outros mercados emergentes, bem como um ambiente de notícias promissoras sobre uma vacina contra o covid-19.

Nesta terça-feira, Vale ON subia 4,85%, chegando a R$ 68,10 no melhor momento, máxima histórica intradia, apoiada na alta dos futuros do minério de ferro na China, um dia após a BNDESPar embolsar 2,5 bilhões de reais com a venda de 40 milhões de papéis da mineradora.

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Petrobras PN também mostrava valorização relevante, de 3,3%, apesar da fraqueza dos preços do petróleo. Bradesco PN e Itaú Unibanco PN afastavam-se das mínimas, reforçando o movimento de melhora no índice da bolsa paulista.

Na ponta negativa, Notre Dame Intermédica ON caía 3,4%, mesmo após salto no lucro líquido do terceiro trimestre, tendo no radar o IPO da Rede D'Or São Luiz, que pode ser a maior oferta inicial de ações do ano.

O pregão ainda tinha de pano de fundo forte queda do dólar em relação ao real, refletindo percepção de investidores de que o Banco Central deixou porta aberta para oferta líquida de swaps cambiais tradicionais até o fim do ano.

Nos Estados Unidos, Wall Street experimentava uma pausa nos ganhos, após o S&P 500 e o Dow Jones renovarem máximas históricas para o fechamento na véspera.

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