Ibovespa tem queda modesta em dia de acomodação após tombo; incertezas persistem
Na segunda-feira, a Bolsa brasileira caiu quase 14%, na maior queda desde 2020
Economia|Da Reuters
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O Ibovespa fechou em queda nesta terça-feira (27), em pregão de acomodação na bolsa paulista após fortes perdas na véspera com o desfecho da eleição presidencial no país, enquanto persistem incertezas sobre o próximo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,51%, a 175.710,05 pontos, mas chegou a 178.526,08 pontos na máxima do dia. Na mínima, marcou 175.130,23 pontos. O volume financeiro no pregão somou R$ 72,23 bilhões.
Na segunda-feira (26), o Ibovespa caiu quase 14%, na maior queda desde 2020, após a reeleição de Lula contrariar expectativas no mercado de vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL) e uma possível agenda mais favorável a um ajuste fiscal.
Levantamento da Elos Ayta apurou que as empresas listadas na B3 perderam um valor de mercado consolidado de R$734 bilhões na véspera.
Agentes financeiros atribuíram o movimento de segunda-feira ao desmonte de posições que apostavam na vitória de Flávio, não necessariamente a fundamentos, mas apontaram aumento de incertezas sobre as perspectivas fiscais do país.
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Em Brasília, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta terça-feira mais cedo que reafirmou a Lula a necessidade de dar uma sinalização propositiva ao mercado e que o governo já tem medidas prontas para apresentação, incluindo a que permite a busca do centro da meta fiscal.
A declaração não foi suficiente para uma melhora mais sólida, com investidores preferindo esperar para ver os planos para o quarto mandato de Lula.
De acordo com o analista Matheus Villela, da gestora de patrimônio Aware Investments, a performance do Ibovespa nesta sessão mostra que o ambiente segue volátil e marcado por incertezas.
“O foco dos investidores agora se desloca da eleição para a condução da política econômica. O mercado aguarda, sobretudo, a definição do nome para o Ministério da Fazenda e algum sinal concreto do governo de compromisso com o equilíbrio das contas públicas”, afirmou.
Na visão de Villela, enquanto essa sinalização não vier, a tendência é que a volatilidade permaneça elevada, com os preços bastante sensíveis a cada notícia vinda de Brasília.
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