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Impactada pela indústria, prévia do PIB recua 0,6% em junho, aponta Banco Central

Recuos nos setores de serviços e impostos também pressionaram o IBC-Br, usado pelo BC para definir a Selic

Economia|Bruna Pauxis, do R7, em Brasília

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O IBC-Br funciona como um termômetro mensal da produção, do comércio e dos serviços no país José Cruz/Agência Brasil - Arquivo

A prévia do PIB (Produto Interno Bruto) recuou 0,6% em junho de 2026 na comparação com maio, considerando a série com ajuste sazonal. Os dados do IBC-Br (Índice de Atividade Econômica) foram divulgados nesta segunda-feira (17) pelo Banco Central.

A queda foi puxada pelos recuos de 1,4% na indústria, 1% na arrecadação de impostos e 0,5% no setor de serviços. A agropecuária foi o único segmento a registrar desempenho positivo no mês, com alta de 1%.


Apesar do recuo mensal, o indicador acumulou crescimento de 0,2% no segundo trimestre de 2026 na comparação com o período anterior. No acumulado de 12 meses, o avanço foi de 1,5%, impulsionado sobretudo pelo setor agropecuário, que subiu 2,5%.

O IBC-Br atua como um termômetro mensal da atividade econômica (produção, comércio e serviços) e auxilia o Copom (Comitê de Política Monetária) a definir a Selic, a taxa básica de juros do país. A Selic é a principal ferramenta do BC para controlar a inflação: ao encarecer o crédito e desestimular o consumo, juros mais altos ajudam a conter os preços, embora também possam desacelerar o crescimento econômico.

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