‘Prévia do PIB’ mantém estabilidade de 0,1% em maio, aponta Banco Central
Indicador teve crescimento de 0,7% na comparação com trimestre encerrado em maio de 2026 e acumula alta de 1,4% em 12 meses
Economia|Do R7, em Brasília
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A economia brasileira pode ter uma alta de 0,1% em maio, na comparação com o mês de abril — o que representaria estabilidade —, segundo as estimativas do BC (Banco Central) divulgadas nesta sexta-feira (17), por meio da “prévia do PIB (Produto Interno Bruto)”. Nos últimos 12 meses, o indicador também registrou avanço, de 1,4%.
Os números fazem parte do IBC-Br (Índice de Atividade Econômica), conhecido por antecipar os números do PIB (Produto Interno Bruto). No entanto, o resultado oficial só será divulgado em 1 de setembro, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
📌O PIB é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país, estado ou cidade, geralmente em um ano. O indicador não é o total da riqueza existente em um país, mas sim um índice de fluxo de novos bens e serviços finais produzidos durante um período. Se um país não produzir nada em um ano, o seu PIB será nulo.
Desde o ano passado, o BC divulga as variações do IBC-Br por setor da economia. Em maio, por exemplo, o único segmento que registrou queda foi a agropecuária, de 1%. Em contrapartida, os setores de serviços e indústria avançaram 0,1% e 0,4%, respectivamente.
Ainda segundo o BC, o indicador teve crescimento de 0,7% na comparação com o trimestre encerrado em maio de 2026. O valor é uma comparação com o trimestre terminado em fevereiro.
Atividade econômica e taxa de juros
Os dados do IBC-Br são coletados de uma base similar à do IBGE. O índice do Banco Central mostra o nível de atividade dos setores da economia — agropecuária, indústria, comércio e serviços — e o volume de impostos arrecadados no país.
O índice também apresenta detalhes sobre a evolução da atividade econômica e ajuda o BC a tomar decisões sobre a Selic — a taxa básica de juros no Brasil, definida atualmente em 14,25% ao ano.
A Selic é o principal instrumento para a instituição financeira garantir o cumprimento da meta definida para a inflação. Quando o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central aumenta a taxa básica de juros, por exemplo, a finalidade é conter uma demanda aquecida.
A medida causa reflexos nos preços, encarece o crédito e estimula a poupança por parte da população. Contudo, ao mesmo tempo em que taxas de juros mais altas ajudam a reduzir a inflação, elas podem dificultar a expansão da economia.
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