Importadores atuam e dólar fecha por R$ 2,28, quase estável ante real
Alta da moeda norte-americana foi de apenas 0,03% no pregão que abriu esta semana
Economia|Do R7
O dólar fechou perto da estabilidade ante o real nesta segunda-feira (16) após registrar queda durante a maior parte do pregão, reagindo à entrada de importadores que aproveitaram as cotações mais baixas para comprar a divisa.
O dólar teve oscilação positiva de 0,03%, para R$ 2,28 na venda. Na mínima do dia, perto da abertura dos negócios, a divisa chegou a R$ 2,24. Segundo dados da BM&F, o volume de negociação estava próximo de US$ 1 bilhão.
O operador de câmbio da Renascença José Carlos Amado analisa o atual cenário:
— O mercado acompanhou lá fora, com as notícias sobre o Fed, e teve uma queda um pouco forte na parte da manhã, mas acho que o patamar de R$ 2,25 acabou atraindo compradores.
No domingo, o ex-secretário do Tesouro dos EUA Larry Summers pediu para retirar seu nome das considerações para suceder Ben Bernanke como chairman do Fed. A saída foi vista pelo mercado financeiro como um sinal de que o aperto da política monetária norte-americana terá uma abordagem mais gradual.
O ex-assessor econômico do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e ex-secretário do Tesouro no governo de Bill Clinton era visto com um candidato menos favorável à política de estímulos do Fed do que a outra principal concorrente ao cargo, Janet Yellen, que é vista como uma autoridade com perfil menos austero.
O Fed se reúne nesta terça e quarta-feiras para discutir o futuro da política monetária norte-americana. A expectativa é que se anuncie a redução do programa de estímulos que injeta mensalmente US$ 85 bilhões na economia.
Também contribuiu para o desempenho do dólar no Brasil e no exterior o acordo entre Estados Unidos e Rússia sobre a proposta para eliminar o arsenal de armas químicas da Síria, evitando a possibilidade de qualquer ação militar norte-americana imediata contra o governo do presidente Bashar al-Assad.
O gerente de câmbio da Treviso Corretora, Reginaldo Galhardo, afirmou:
— A redução dos estímulos do Fed e a guerra (na Síria) são as duas preocupações do mercado no momento.
Ainda nesta segunda-feira, o Banco Central vendeu a oferta total de contratos com vencimento em 3 de fevereiro de 2014 em leilão de swap cambial --equivalente a venda de dólares no mercado futuro-- como parte de seu cronograma de intervenções diárias. O volume financeiro da operação foi de US$ 496,9 milhões.
Em outro leilão, a autoridade monetária vendeu toda a oferta de até 40 mil contratos de swap cambial tradicional, para a primeira etapa da rolagem de contratos que vencem em 1º de outubro.
No leilão de rolagem, a venda foi distribuída entre os vencimentos de 1º de abril de 2014, 1º de julho de 2014 e 1º de outubro de 2014. O volume financeiro equivalente da operação foi de 1,964 bilhões de dólares.
O BC voltará a fazer essa atuação dupla na terça-feira, realizando um leilão de swap tradicional já previsto por seu cronograma de atuações diárias e mais um leilão com a finalidade de rolar contratos.
Galhardo, da Treviso Corretora, conclui:
— O mercado estava apostando no colapso da moeda e com o cronograma de intervenção do BC, ele está tranquilo porque sabe que até o final do ano terá liquidez garantida.















