Incêndio para refinaria da Petrobras em Paulínia, mas empresa garante abastecimento
Economia|Do R7
Por Rodrigo Viga Gaier
RIO DE JANEIRO (Reuters) - Um incêndio de grandes proporções em instalações da maior refinaria da Petrobras, em Paulínia (SP), paralisou as atividades no local desde a madrugada desta segunda-feira, mas a empresa informou também que conseguirá garantir o abastecimento no curto prazo, utilizando estoques e a produção de outras unidades.
"Não é para se preocupar com abastecimento por uns 15 dias, porque podemos calibrar estoques e outras refinarias", afirmou à Reuters o diretor-executivo de Refino e Gás Natural da Petrobras, Jorge Celestino.
Com produção correspondente a aproximadamente 20 por cento de todo o refino de petróleo no Brasil, a Replan tem capacidade de processar 69 mil metros cúbicos por dia, o equivalente a 434 mil barris, de acordo com informações no site da empresa.
O refino de petróleo no Brasil atingiu 1,82 milhão de barris ao dia em junho, segundo dados mais recentes da reguladora ANP.
Conforme o executivo da Petrobras, o acidente foi "sério", mas não deixou vítimas.
"Nossas equipes estão no local avaliando o acidente. Não houve vítimas e isso tem um valor enorme para nós", declarou, por telefone.
A Petrobras não forneceu mais detalhes sobre o caso. O incêndio já foi debelado.
Segundo informação de sindicato dos trabalhadores, um incêndio ocorreu na unidade de craqueamento e atingiu também uma unidade de destilação.
"Foi algo sério em uma unidade que acabou de passar por manutenção. Por sorte era horário de refeição e não havia gente no campo", afirmou o coordenador regional do Sindipetro Unificado de São Paulo, Gustavo Marsaioli.
"Foi um acidente sério, de proporções, e não deve ser resolvido em menos de uma semana", acrescentou ele.
Ele confirmou informação da Petrobras de que os estoques de Paulínia estão elevados, e disse que outras unidades de refino do Estado operavam com capacidade de cerca de 70 por cento.
"Realmente, há folga para compensar, e os estoques em Paulínia estão para mais de uma semana", disse Marsaioli.
A unidade parou de produzir e os funcionários de operação e manutenção estão sendo liberados, ainda segundo o dirigente sindical.
Procurada, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou que destacou um grupo para acompanhar o incidente.
"A nossa equipe está acompanhando para ver causas que estão sendo apuradas pela Petrobras e consequências", disse à Reuters o diretor geral da reguladora, Décio Oddone.
Mais cedo, a estatal informou que o incêndio obrigou a paralisação preventiva da Replan e que uma comissão será instaurada para avaliar as causas.
As ações preferenciais da Petrobras operavam em queda de mais de 1 por cento por volta das 12h35.
None
(Por Rodrigo Viga Gaier; com reportagem adicional de Pedro Fonseca)















