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Incerteza na economia recua, mas segue acima do nível pré-pandemia

Acomodação do indicador em patamar elevado é reflexo do cenário político e da pandemia, aponta FGV

Economia|Do R7

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Incerteza na economia figura aos 122,1 pontos
Incerteza na economia figura aos 122,1 pontos

O IIE-Br (Indicador de Incerteza da Economia) ficou praticamente estável em janeiro ao recuar 0,2 ponto, para 122,1 pontos, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira (31) pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

Apesar de chegar ao quarto mês seguido sem altas, o indicador ainda se encontra 7 pontos acima do nível de fevereiro de 2020 (115,1 pontos), último mês antes da chegada da pandemia de covid-19 ao país.


Para Anna Carolina Gouveia, economista do Ibre (Instituto Brasileiro de Economia), o resultado representa uma acomodação do indicador em patamar elevado, contabilizando as incertezas já conhecidas em torno da atividade econômica, do cenário político e da pandemia, agora renovadas com a variante Ômicron.

"A ligeira queda do IIE-Br foi motivada inteiramente pela redução da dispersão nas previsões de especialistas para variáveis econômicas brasileiras. Caminhando em sentido oposto, o componente de Mídia registrou alta, influenciado por ruídos, como o avanço da nova variante do coronavírus no país e inflação", avalia ela.


Para os próximos meses o Indicador de Incerteza deverá permanecer em patamar elevado, dado o cenário econômico e sanitário do Brasil. No mês, os dois componentes do índice caminharam em sentidos opostos em janeiro.

O componente de Mídia subiu 1,3 ponto, para 118,9 pontos e contribui de forma positiva em 1,1 ponto para o índice agregado. O componente de Expectativas, que mede a dispersão nas previsões de especialistas para variáveis macroeconômicas, caiu 6 pontos, para 125,8 pontos, acumulando queda de 18,2 pontos em dois meses.

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