Indicador de desemprego tem maior queda desde dezembro de 2007, diz FGV
ICD apresentou variação negativa de 4,6% em março
Economia|Do R7

O ICD (Indicador Coincidente de Desemprego) registrou queda expressiva no mês março, ao variar -4,6% na comparação com o mês anterior. Esta é a maior queda do índice desde dezembro de 2007, quando o resultado negativo foi de 7,6%.
O índice, divulgado nesta segunda-feira (07), pela FGV (Fundação Getulio Vargas) reverte o movimento que sinalizava tendência ascendente para a taxa de desemprego nos quatro meses anteriores.
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O indicador é construído a partir dos dados desagregados — em quatro classes de renda familiar — e avalia a percepção do entrevistado a respeito da atual situação do mercado de trabalho.
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As classes que mais contribuíram para a queda do ICD em março foram a dos consumidores com renda familiar entre R$ 2.100 e R$ 4.800, cujo Indicador de Emprego (invertido) variou -6,8%; e os que possuem renda superior a R$ 9.600, com variação de -4,7%.
IAEmp
A FGV também divulgou nesta segunda o IAEmp (Indicador Antecedente de Emprego) que recuou 0,5% na comparação com o fevereiro.
O resultado confirma o fim do período de ajustes observado ao final do ano passado, após o susto causado pelas manifestações populares, mas é ainda insuficiente para determinar se o País entraria em uma nova fase de desaceleração no ritmo de contratações ao longo dos próximos meses.
Os componentes que mais contribuíram para a queda do IAEmp foram os indicadores que medem o grau de satisfação com a situação atual dos negócios, da sondagem da indústria, com variação de -3,0%, e os que apresentam as expectativas dos empresários em relação à tendência dos negócios, da sondagem de serviços, com variação de -1,8%.
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