Índice geral dos preços desacelera com alívio de alimentos processados
Em novembro, o indicador variou 0,44%, abaixo da taxa apurada em outubro, 1,11%
Economia|Do R7

A inflação medida pelo IGP-10 (Índice Geral de Preços – 10) desacelerou neste mês com o alívio dos alimentos processados. De acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (14) pela FGV (Fundação Getulio Vargas), em novembro, o indicador teve alta de 0,44% e ficou abaixo da taxa apurada em outubro, que foi de 1,11%.
Em novembro de 2012, a variação foi de -0,28%. A variação acumulada em 2013, até novembro, é de 4,93%. Em 12 meses, o IGP-10 variou 5,59%.
O IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo), utilizado para compor o IGP-10, variou 0,40%, em novembro. Em outubro, a variação foi de 1,48%. Os bens finais registraram taxa de variação de 0,07%, em novembro, ante 0,70%, em outubro. Contribuiu para esta desaceleração o subgrupo alimentos processados, cuja taxa passou de 2,79% para 0,95%.
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O IPC (Índice de Preços ao Consumidor), no entanto, registrou variação de 0,61%, em novembro, ante 0,33%, em outubro. Seis das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação.
O principal destaque partiu do grupo alimentação (0,18% para 1,06%). Nesta classe de despesa, vale mencionar o comportamento do item hortaliças e legumes, cuja taxa passou de -11,97% para 4,78%.
Também apresentaram acréscimo em suas taxas de variação os grupos:
— Habitação (0,54% para 0,66%);
— Educação, Leitura e Recreação (0,16% para 0,50%);
— Despesas Diversas (0,09% para 0,59%);
— Saúde e Cuidados Pessoais (0,40% para 0,59%); e
— Comunicação (0,31% para 0,68%).
As maiores contribuições para estes movimentos partiram dos itens: tarifa de eletricidade residencial (0,23% para 1,12%), passagem aérea (0,40% para 13,56%), cigarros (0,00% para 0,72%), medicamentos em geral (0,03% para 0,25%) e tarifa de telefone móvel (0,05% para 1,17%), respectivamente.
Em contrapartida, duas classes de despesa apresentaram decréscimo em suas taxas de variação: transportes (0,14% para -0,06%) e vestuário (0,94% para 0,50%). Na primeira classe, destaca-se o item tarifa de ônibus urbano (0,28% para -0,28%) e na segunda, roupas (0,96% para 0,55%).
O INCC (Índice Nacional de Custo da Construção), também utilizado no cálculo do IPG-10, registrou, em novembro, taxa de variação de 0,32%, abaixo do resultado do mês anterior, de 0,44%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,52%.
No mês anterior, a taxa havia sido de 0,93%. O índice que representa o custo da Mão de Obra registrou variação de 0,14%. No mês anterior, não registrou variação.
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