Índice que reajusta tarifas públicas acelera alta em abril
IGP-10 subiu 1,27% neste mês contra 0,83% em março, ainda pressionado pela conta de luz
Economia|Do R7

O IGP-10 (Índice Geral de Preços – 10), índice usado para o reajuste das tarifas públicas, acelerou em abril, com alta de 1,27%. Segundo a FGV (Fundação Getulio Vargas), a taxa apurada em março foi de 0,83%. Em abril de 2014, a variação foi de 1,19%. Em 12 meses, o IGP-10 registrou alta de 3,46%.
O indicador mede a evolução de preços no período compreendido entre o dia 11 do mês anterior e o dia 10 do mês atual. Ele é formado por 60% do IPA-10 (Índice de Preços por Atacado-10), 30% do IPC-10 (Índice de Preços ao Consumidor-10) e 10% do INCC-10 (Índice Nacional de Custos da Construção-10).
O IPA variou 1,45%, em abril. Em março, a variação foi de 0,75%. Os Bens Finais registraram taxa de variação de 0,72%, em abril, ante 1,17%, em março. O principal responsável por este movimento foi o subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de 8,14% para 0,51%.
O índice relativo a Bens Finais (ex), calculado sem os subgrupos alimentos in natura e combustíveis, registrou variação de 0,91%. No mês anterior, a taxa de variação foi de 0,40%.
O índice do grupo Bens Intermediários registrou variação de 1,51%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,24%. Quatro dos cinco subgrupos apresentaram aceleração, com destaque para materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa de variação passou de 0,16% para 1,62%.
O índice de Bens Intermediários (ex), obtido após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, registrou variação de 1,84%. No mês anterior, este índice registrou variação de 0,36%.
O índice do grupo Matérias-Primas Brutas registrou variação de 2,31%. Em março, a taxa foi de 0,88%. Contribuíram para a aceleração do grupo os itens: soja (em grão) (4,29% para 7,40%), bovinos (-0,36% para 1,51%) e minério de ferro (-0,47% para 2,08%). Em sentido inverso, destacaram-se os itens: mandioca (aipim) (1,01% para -3,62%), milho (em grão) (3,24% para 1,81%) e aves (3,15% para 1,18%).
O IPC registrou variação de 1,01%, em abril, ante 1,29%, em março. Seis das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação, com destaque para o grupo Transportes (2,14% para 0,28%). Nesta classe de despesa, vale mencionar o comportamento do item gasolina (7,13% para 0,70%).
Também apresentaram decréscimo em suas taxas de variação os grupos:
- Alimentação (1,12% para 0,88%),
- Educação, Leitura e Recreação (0,50% para 0,22%),
- Vestuário (0,06% para -0,37%),
- Despesas Diversas (0,94% para 0,63%) e
- Comunicação (0,02% para -0,04%).
Nestas classes de despesa, destacam-se os itens: hortaliças e legumes (7,70% para 0,71%), show musical (2,97% para 0,87%), roupas infantis (1,20% para -1,25%), cigarros (1,10% para 0,00%) e tarifa de telefone residencial (-0,37% para -0,84%), respectivamente.
Em contrapartida, apresentaram acréscimo em suas taxas de variação os grupos:
- Habitação (2,03% para 2,51%) e
- Saúde e Cuidados Pessoais (0,63% para 0,88%).
Nestas classes de despesa, vale citar o comportamento dos itens: tarifa de eletricidade residencial (9,54% para 13,83%) e medicamentos em geral (0,19% para 1,04%), respectivamente.
O INCC registrou, em abril, taxa de variação de 0,69%, ante 0,24%, no mês anterior. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,86%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,35%. O índice que representa o custo da Mão de Obra registrou variação de 0,53%. No mês anterior, este índice variou 0,14%.















