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Indústria da construção perde 700 mil vagas em dez anos, mostra IBGE

O número total de pessoas ocupadas caiu de 2,7 milhões, em 2011, para 2 milhões, em 2020, uma queda de 25,9%

Economia|Do R7

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Segmento de construção de edifícios ultrapassou o de obras de infraestrutura
Segmento de construção de edifícios ultrapassou o de obras de infraestrutura

A indústria da construção perdeu 700 mil vagas de trabalho nos últimos dez anos. O número total de pessoas ocupadas caiu de 2,7 milhões, em 2011, para 2 milhões, em 2020, uma queda de 25,9%. Essa variação ocorreu nos três segmentos da construção, com destaque para construção de edifícios, responsável por 46,1% da redução.

É o que mostra a Paic 2020 (Pesquisa Anual da Indústria da Construção), divulgada nesta quarta-feira (15) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O estudo analisa três segmentos: construção de edifícios; obras de infraestrutura; e serviços especializados para construção. Os efeitos econômicos ocorridos em 2020 por causa da pandemia de coronavírus também foi levado em conta.

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Os dados revelaram que, ao longo dos últimos dez anos, ocorreu uma mudança estrutural da construção. Obras de infraestrutura, segmento de maior participação em valor de incorporações, obras e/ou serviços da construção no ano de 2011, perderam importância, correspondendo, em 2020, a 32,7% do total.

Esse setor foi ultrapassado pelo de construção de edifícios, que passou de 39,9% para 45,3% de participação no período. O segmento de serviços especializados para construção também avançou, passando de 18,5% para 22% na comparação de dez anos.

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Os resultados do valor de incorporações, obras e/ou serviços da construção foram de R$ 147,3 bilhões para o segmento de construção de edifícios; R$ 106,4 bilhões para obras de infraestrutura; e R$ 71,4 bilhões para serviços especializados para construção.

Setor privado

A Paic 2020 mostrou que 131,8 mil empresas ativas ocuparam 20 milhões de pessoas, que receberam R$ 58,7 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações. Foram gerados R$ 325,1 bilhões em valor de incorporações, obras e/ou serviços da construção.

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Em 2020, o setor privado alcançou sua maior participação na série de dez anos, sendo responsável por 70,2% do valor de obras e/ou serviços da construção, enquanto em 2011 esse percentual era de 61,5%.

O aumento foi influenciado, principalmente, pelos segmentos de construção de edifícios e de serviços especializados para construção, em que a participação do setor privado, dentro de cada um desses, chegou em 2020 a 82,0% e 79,4%, respectivamente.

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Por outro lado, em obras de infraestrutura, o setor público, historicamente o seu principal contratante, praticamente dividiu o valor de obras e/ou serviços da construção com a esfera privada. Isso representa um declínio de 7,9 pontos percentuais na participação do setor público em dez anos, sendo que no último ano da série, entre 2019 e 2020, essa redução foi de 1 ponto percentual.

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Emprego

Os três segmentos apresentaram certa convergência na distribuição do montante de pessoal ocupado ao longo dos dez anos analisados. Construção de edifícios se manteve como o principal segmento empregador, com 35,3% de participação em 2020, enquanto serviços especializados para construção ultrapassou obras de infraestrutura como o segundo que mais empregou, com 33,0% e 31,8% de participação, respectivamente.

Na comparação entre 2019 e 2020, o volume de emprego na indústria da construção aumentou em 71,8 mil pessoas. O segmento de obras de infraestrutura foi o que teve maior contribuição para esse resultado, empregando 61,6 mil pessoas a mais no período, enquanto o de construção de edifícios aumentou o número de pessoas ocupadas em 32,7 mil pessoas. Serviços especializados para construção, no entanto, apresentou queda de 22,5 mil pessoas nesse período.

Segundo o levantamento, do ponto de vista do emprego formal, os impactos da pandemia do novo coronavírus não foram substancialmente fortes, a ponto de configurar um resultado negativo para o setor como um todo em 2020 em relação ao ano anterior

Em dez anos, o setor formal de construção passou por uma mudança, pois se caracterizou por possuir empresas de porte menor e pagando salários mais baixos.

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