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Indústria do Brasil tem produção menor e queda no número de pedidos em fevereiro

O indicador está no território de contração industrial, como ficou sete meses de 2014

Economia|Do R7

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O fortalecimento do dólar em relação ao real fez com que os preços de insumos aumentassem em fevereiro, pelo quarto mês seguido
O fortalecimento do dólar em relação ao real fez com que os preços de insumos aumentassem em fevereiro, pelo quarto mês seguido

A indústria brasileira voltou a registrar contração em fevereiro após dois meses de fôlego diante da queda do volume de produção e de novos pedidos, mostrou o Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) divulgado nesta segunda-feira (2).

O Markit, que compila a pesquisa, informou que o PMI caiu a 49,6 em fevereiro contra 50,7 em janeiro, quando havia registrado o maior nível em um ano.

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Assim, volta a ficar abaixo da marca de 50 que separa crescimento de contração, território onde permaneceu por sete meses do ano passado, a última vez em novembro.

"A principal característica dos dados de fevereiro foi o impacto do enfraquecimento do real, que está elevando o custo dos insumos, particularmente aqueles precificados em dólares", destacou o economista sênior do Markit Paul Smith.

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— A infeliz tendência de falta de crescimento e preços em alta que têm sido uma recente característica da economia brasileira, portanto, continua.

Segundo o Markit, o fortalecimento do dólar em relação ao real fez com que os preços de insumos aumentassem em fevereiro, pelo quarto mês seguido, levando a um crescimento dos preços médios cobrados pelos fabricantes.

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Diante do aumento dos preços, as empresas destacaram fraqueza da demanda, principalmente do mercado interno. Já os novos pedidos para exportação cresceram na comparação com o mês anterior, mas apenas ligeiramente pelo terceiro mês seguido.

Os produtores de bens de consumo chegaram a registrar aumentos modestos nos níveis de produção e de novos trabalhos, mas não suficiente para compensar as fortes quedas vistas em bens de investimento.

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Em relação ao emprego, houve pouca alteração em fevereiro, mas ainda assim o subíndice relativo permaneceu acima da marca de 50 pelo terceiro mês seguido, período mais longo desde o primeiro trimestre de 2013.

A indústria tem sido um dos principais pesos sobre a economia brasileira. O setor fechou 2014 com queda da produção de 3,2 por cento, pior resultado em cinco anos e com forte debilidade dos investimentos.

Diante da perspectiva de possíveis racionamentos de energia e de água, além do cenário atual de inflação e juros elevados, o mercado já vê nova contração este ano. Após subir em janeiro, a confiança da indústria recuou 3,4% em fevereiro, maior queda desde junho, informou a FGV (Fundação Getulio Vargas).

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