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Inflação ao consumidor nos EUA desacelera a 0,2% em fevereiro

Economia|Do R7

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WASHINGTON (Reuters) - Os preços ao consumidor dos Estados Unidos desaceleraram em fevereiro em meio à queda nos preços da gasolina e à moderação no custo dos aluguéis, na mais recente indicação de que uma aceleração esperada da inflação provavelmente será apenas gradual.

O Departamento do Trabalho informou que o índice de preços ao consumidor subiu 0,2 por cento no mês passado depois de saltar 0,5 por cento em janeiro. Nos 12 meses até fevereiro, o índice subiu 2,2 por cento, ante 2,1 por cento em janeiro.

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Excluindo os componentes voláteis de energia e alimentos, o índice ganhou 0,2 por cento depois de acelerar 0,3 por cento em janeiro. Na base anual, o avanço do chamado núcleo de preços ao consumidor repetiu a taxa de 1,8 por cento de fevereiro.

Economistas projetavam que o índice subiria 0,2 por cento em fevereiro, assim como o núcleo de preços ao consumidor. O Federal Reserve acompanha um índice diferente, o núcleo do PCE que exclui alimentos e energia, que vem ficando abaixo da meta de 2 por cento do banco central desde meados de 2012.

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"Embora existam evidências de crescentes pressões inflacionárias em certos componentes, as taxas de crescimento anuais, especialmente para o núcleo da inflação, não sugerem desvio da inflação ainda", disse o economista-sênior da Nationwide, Ben Ayers.

O relatório de inflação chega depois de dados divulgados na última sexta-feira mostrarem desaceleração no crescimento dos salários em fevereiro, bem como revisão para baixo do aumento de janeiro na renda média por hora. A renda média por hora cresceu 2,6 por cento na base anual em fevereiro, desaceleração em relação ao aumento de janeiro de 2,8 por cento.

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No contexto de mercado de trabalho apertado e uma economia forte, a expectativa é de que o Fed aumente a taxa de juros na reunião de 20 a 21 de março. Mas a inflação sugere que o banco central dos EUA provavelmente não mudará sua projeção para os juros na reunião da próxima semana.

O Fed projeta três aumentos dos juros este ano. Muitos economistas esperam que em algum momento o banco central irá rever sua projeção para quatro altas neste ano em meio ao otimismo de que o mercado de trabalho robusto começará a impulsionar o crescimento dos salários pelo menos até o segundo semestre deste ano.

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As autoridades monetárias consideram que o mercado de trabalho está próximo ou um pouco além do pleno emprego.

O núcleo de preços ao consumidor foi contido por uma moderação em aluguéis. A renda equivalente dos proprietários de imóveis aumentou 0,2 por cento no mês passado depois de avançar 0,3 por cento em janeiro.

(Por Lucia Mutikani)

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