Inflação das famílias mais pobres subiu menos em julho
Sete das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram decréscimo
Economia|Do R7

A inflação percebida pelas famílias de baixa renda subiu 0,68% em julho, taxa menor do que a observada em junho (0,85%), de acordo com o IPC-C1 (Índice de Preços ao Consumidor — Classe 1) divulgado nesta quinta-feira (6) pela FGV (Fundação Getulio Vargas).
O indicador é usado para mensurar o impacto da movimentação de preços entre famílias com renda mensal entre 1 e 2,5 salários mínimos. Com o resultado anunciado hoje, o índice acumula altas de 7,94% no ano e de 10,31% em 12 meses.
Já o índice que mede a inflação geral no País, o IPC-BR, registrou variação de 0,53% em junho. Já a taxa desse indicador nos últimos 12 meses ficou em 9,61%, nível abaixo do registrado pelo IPC-C1.
No bolso das famílias mais pobres
Sete das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram decréscimo em suas taxas de variação:
— Despesas Diversas (2,36% para 0,16%),
— Vestuário (0,32% para - 0,21%),
— Educação, Leitura e Recreação (0,77% para 0,03%),
— Alimentação (1,02% para 0,94%),
— Transportes (0,29% para 0,13%),
— Saúde e Cuidados Pessoais (0,64% para 0,42%) e
— Comunicação (0,37% para 0,08%).
Nestes grupos, os destaques partiram dos itens: jogo lotérico (29,26% para 0%), roupas (0,38% para - 0,18%), passagem aérea (14,09% para - 15,92%), alimentos prontos congelados (3,56% para 0,32%), tarifa de ônibus urbano (0,35% para 0,05%), medicamentos em geral (0,41% para 0,22%) e tarifa de telefone residencial (0,25% para - 0,26%), respectivamente.
Em contrapartida, o grupo Habitação (0,97% para 1,18%) apresentou acréscimo em sua taxa de variação. Nesta classe de despesa, destaca-se o item tarifa de eletricidade residencial (0,19% para 3,80%).















