Inflação das famílias mais pobres tem alta de 9,99% em 12 meses
De outro lado, o índice de preços geral do País teve alta de 9,37% no mesmo período
Economia|, com R7

A inflação percebida pelas famílias mais pobres registrou alta de 0,44% em março, em comparação ao aumento de 0,73% em fevereiro, de acordo com o IPC-C1 (Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1) divulgado na manhã desta terça-feira (5) pela FGV (Fundação Getúlio Vargas).
O indicador é usado para mensurar o impacto da movimentação de preços entre famílias com renda mensal entre 1 e 2,5 salários mínimos. Com o resultado, o índice acumulou alta de 3,10% no ano e aumento de 9,99% em 12 meses.
Em março, o IPC-BR — indicador geral do País — registrou variação de 0,50%. A taxa do indicador nos últimos 12 meses ficou em 9,37%, nível abaixo do registrado pelo IPC-C1.
Quatro das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram decréscimo em suas taxas de variação: Transportes (1,55% para 0,19%), Habitação (0,08% para -0,43%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,58% para 0,36%) e Despesas Diversas (1,84% para 0,97%). Nestes grupos, os destaques partiram dos itens: tarifa de ônibus urbano (1,82% para 0,06%), tarifa de eletricidade residencial (-2,33% para -4,09%), artigos de higiene e cuidado pessoal (0,93% para 0,27%) e cigarros (3,02% para 1,27%), respectivamente.
Em contrapartida, os grupos: Alimentação (1,01% para 1,21%), Educação, Leitura e Recreação (0,38% para 0,42%), Vestuário (0,31% para 0,37%) e Comunicação (0,66% para 0,69%) apresentaram acréscimo em suas taxas de variação. Nestas classes de despesa, destacam-se os itens: laticínios (0,85% para 2,89%), hotel (-1,97% para -0,21%), roupas (0,21% para 0,50%) e tarifa de telefone móvel (1,07% para 1,45%), respectivamente.















