Logo R7.com
RecordPlus

Inflação oficial desacelera em junho, influenciada pela queda no preço dos alimentos

No ano, resultado do IPCA acumula alta de 3,36% e, nos últimos 12 meses, índice ficou em 4,64%, segundo dados divulgados pelo IBGE

Economia|Giovana Cardoso, do R7, em Brasília

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O IPCA desacelerou em junho, fechando em 0,16%, influenciado pela queda nos preços de alimentos e bebidas.
  • No ano, o IPCA acumula alta de 3,36% e, nos últimos doze meses, o índice ficou em 4,64%, acima da meta do Banco Central.
  • O grupo habitação teve a maior variação, com 0,63%, mas a energia elétrica residencial reduziu de 3,67% para 1,53%.
  • Despesas pessoais também tiveram variação, destacando-se empregado doméstico (0,53%) e cabeleireiro e barbeiro (0,65%).

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Maior alta de preços do período foi verificada no grupo Alimentos e Bebidas, com variação de 0,24% Rafa Neddermeyer/Agência Brasil – Arquivo

O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a inflação oficial do país, desacelerou em junho e fechou em 0,16%. O valor é 0,42 ponto percentual abaixo da taxa registrada em maio, de 0,58%.

O resultado menor foi influenciado, principalmente, pela queda no preço do grupo de Alimentos e Bebidas, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (10).


No período considerado, esses itens registraram diminuição de 0,24% no custo, enquanto a maior variação e o impacto mais alto no resultado apareceram nos preços do grupo Habitação — com alta de 0,63% e 0,10 ponto percentual, respectivamente.

📌 ​Inflação é o aumento dos preços de bens e serviços, o que resulta na diminuição do poder de compra da moeda do país. Esse indicador é verificado pela variação do custo de uma série de itens considerados no cálculo do IPCA, índice oficial analisado pelo IBGE.


Leia Mais

Neste ano, o IPCA acumula alta de 3,36% e, nos últimos 12 meses, ficou em 4,64% — abaixo dos 4,72% do mesmo período imediatamente anterior. O teto da meta desse indicador estabelecido atualmente pelo Banco Central é de 4,50%.

Em relação ao grupo Habitação, apesar da variação para cima, houve redução nos preços da energia elétrica residencial, que saiu de 3,67% para 1,53%.


Os custos com Despesas Pessoais representaram a segunda maior alta, o que ajudou a elevar o resultado do IPCA — com destaque para os serviços de empregados domésticos (0,53%), além de cabeleireiro e barbeiro (0,65%).

Já os alimentos, que tiveram variação negativa após uma alta de 1,33% em maio, foram impactados pelos preços da refeição em domicílio, que diminuiu de 1,65% para -0,39%, com influência das quedas nos custos com café moído (-3,72%), frutas (-1,58%) e carnes (-0,64%). Ao mesmo tempo, feijão-carioca (8,31%) e batata-inglesa (3,57%) ficaram mais caros.


Em relação aos municípios considerados, o que teve maior variação de preços foi Brasília, com 0,52% de alta, por influência dos preços das passagens aéreas (11,05%) e da gasolina (1,74%). Enquanto isso, Recife foi a cidade com menor índice no mês (-0,04%), devido ao recuo dos preços do tomate (-22,56%) e, também, da gasolina (-1,99%).

Search Box

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.