Inflação é a maior para maio em 5 anos, pressionada por alimentos e habitação
Indicador acumula alta de 4,72% nos últimos 12 meses, resultado que ultrapassa teto da meta estabelecida pelo Banco Central, de 4,50%
Economia|Do R7, em Brasília
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O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a inflação oficial do país, desacelerou em maio e fechou em 0,58%. Apesar do resultado — o maior para o período desde 2021 (0,83%) —, o índice acumula alta de 3,20% nos primeiros cinco meses deste ano e 4,72% em 12.
Os grupos Alimentos e Habitação, principais responsáveis pelo resultado, pesaram mais no bolso dos brasileiros nesse período, segundo os dados divulgados nesta sexta-feira (12) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Eles variaram 1,33% e 1,22%, respectivamente.
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O grupo de Transportes foi o único com queda no período (-0,46%), o que refletiu a diminuição dos preços dos combustíveis, como o etanol, que saiu de 0,62% em abril para -6,20%, em maio; o óleo diesel (de 4,46% para -2,34%); e a gasolina (de 1,86% para -1,46%), subitem com maior impacto negativo em maio.
Com o resultado dos últimos 12 meses, a inflação do país ultrapassa o teto da meta estabelecida pelo Banco Central, de 4,50%.
Além disso, a taxa de 4,72% também supera os 4,39% dos 12 meses imediatamente anteriores. E, para efeito de comparação, em maio de 2025, a inflação ficou em 0,26%.
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