Inflação do aluguel acelera alta na segunda prévia de abril
A maior contribuição para esse resultado veio dos alimentos processados
Economia|Do R7

A inflação do aluguel, medida pelo IGP-M (Índice Geral de Preços-Mercado), subiu 1,16% na segunda prévia de abril, depois de avançar 0,84% no mesmo período de março, divulgou a FGV (Fundação Getulio Vargas) nesta sexta-feira (17).
O IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de energia elétrica e aluguel de imóveis. E o período avaliado compreende o intervalo entre os dias 21 do mês anterior e 10 do mês de referência, abril neste caso.
O indicador é formado pela média aritmética ponderada de três outros índices de preços: o IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo) com 60%, o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) com 30% e o INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) com 10%.
O IPA apresentou variação de 1,41%, no segundo decêndio de abril. No mesmo período do mês anterior, a taxa foi de 0,75%. A taxa de variação dos Bens Finais passou de 0,75% para 0,99%. A maior contribuição para este movimento teve origem no subgrupo alimentos processados, cuja taxa passou de -0,12% para 1,50%.
A taxa de variação do grupo Bens Intermediários passou de 0,20%, em março, para 1,61%, em abril. O destaque coube ao subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa passou de 0,18% para 1,58%.
O índice referente a Matérias-Primas Brutas registrou variação de 1,68%. No mês anterior, a taxa foi de 1,44%. Os itens que mais contribuíram para este movimento foram: café (em grão) (-4,71% para 3,91%), bovinos (-0,12% para 1,68%) e minério de ferro (0,54% para 1,87%). Em sentido oposto, destacam-se: soja (em grão) (5,74% para 3,63%), milho (em grão) (3,53% para 0,71%) e aves (2,90% para 0,38%).
O IPC registrou variação de 0,67%, no segundo decêndio de abril, ante 1,36%, no mesmo período do mês anterior. Seis das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação. A principal contribuição partiu do grupo Transportes (1,93% para 0,12%). Nesta classe de despesa, cabe mencionar o item gasolina, cuja taxa passou de 6,73% para 0,41%.
Também foram computados decréscimos nas taxas de variação dos grupos:
— Habitação (2,43% para 1,38%);
— Alimentação (1,01% para 0,73%);
— Educação, Leitura e Recreação (0,93% para 0,21%);
— Vestuário (-0,08% para -0,40%); e
— Despesas Diversas (0,81% para 0,58%).
As maiores contribuições para estes movimentos partiram dos itens: tarifa de eletricidade residencial (12,89% para 6,03%), hortaliças e legumes (7,28% para 0,31%), passagem aérea (21,61% para -5,17%), calçados (0,34% para -1,23%) e cigarros (0,58% para 0,00%), respectivamente.
Em contrapartida, registraram acréscimo em suas taxas de variação os grupos: Saúde e Cuidados Pessoais (0,72% para 0,92%) e Comunicação (-0,10% para -0,05%). Nestas classes de despesa, os destaques partiram dos itens: mensalidade para TV por assinatura (0,23% para 0,50%) e medicamentos em geral (0,10% para 1,40%), respectivamente.
O INCC apresentou, no segundo decêndio de abril, variação de 0,72%. No mês anterior, a taxa foi de 0,22%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 1,04%. No mês anterior, a taxa foi de 0,28%. O índice que representa o custo da Mão de Obra registrou taxa de variação de 0,43%. No mês anterior, este índice variou 0,16%.















