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Inflação do aluguel cai pelo 3º mês seguido, e contratos que vencem em novembro subirão 5,6%

Indicador responsável pelo reajuste da maioria das locações no Brasil perdeu força e recuou quase 1% em outubro, mostra FGV

Economia|Do R7

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IGP-M acumulado em 12 meses é o menor desde maio de 2020
IGP-M acumulado em 12 meses é o menor desde maio de 2020

O IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) recuou 0,97% em outubro. Com a terceira deflação consecutiva, o indicador responsável pelo reajuste da maioria dos contratos de locação vigentes no Brasil acumula alta de 5,58% nos últimos 12 meses, percentual a ser repassado aos contratos com vencimento em novembro.

A taxa negativa do índice ocorre após as quedas de menor magnitude apuradas nos meses deagosto (-0,95%)esetembro (-0,7%), o que confirma a trajetória de recuo da chamada “inflação do aluguel”. As informações foram apresentadas nesta sexta-feira (28) pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

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Leia mais: IPCA ou IGP-M: qual é a melhor opção para os contratos de aluguel?

Na prática, os inquilinos que pagam mensalmente um aluguel de R$ 1.300 passarão a ter que desembolsar R$ 1.372,54 (+R$ 72,54) todos os meses para continuar morando no mesmo imóvel. Para evitar o reajuste significativo, a dica é renegociar o aumento diretamente com o proprietário do imóvel.

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A variação do IGP-M acumulada nos 12 meses encerrados neste mês mantém a tendência de queda apurada desde maio de 2021, quando o indicador apresentava variação de 37% para as locaçõesque venceriam no mês seguinte, e coloca o indicador no menor patamar desde maio de 2020 (+6,51%). Em outubro do ano passado, o índice havia subido 0,64% e acumulava alta de 21,73% em 12 meses.

O cálculo do IGP-M leva em conta a variação de preços de bens e serviços, bem como de matérias-primas utilizadas na produção agrícola, industrial e na construção civil. Por isso, a variação é diferente da apresentada pela inflação oficial, que calcula os preços com base em uma cesta de bens determinada para famílias com renda de até 40 salários mínimos.

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De acordo com André Braz, coordenador dos índices de preços do Ibre (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a nova deflação é consequência do barateamento dos combustíveis fósseis e do leite.

"No âmbito do produtor, os destaques foram o óleo diesel (de -4,82% para -5,67%) e o leite in natura (de -6,72% para -7,56%). Já no Índice de Preços ao Consumidor, os destaques partiram de quedas menos intensas nos preços da gasolina (-3,74%) e do leite tipo longa-vida (-8,26%)”, analisa.

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