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Inflação para famílias de baixa renda desacelera em junho, diz FGV

Indicador é usado para mensurar o impacto da movimentação de preços entre famílias com renda mensal entre um e 2,5 salários mínimos

Economia|Do R7

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Indicador desacelerou 0,07% em junho
Indicador desacelerou 0,07% em junho

A inflação para famílias de baixa renda, medida pelo IPC-C1 (Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1) desacelerou 0,07% em junho, após uma alta de 0,26% em maio, informou na manhã desta sexta-feira (5) a FGV (Fundação Getulio Vargas).

O indicador é usado para mensurar o impacto da movimentação de preços entre famílias com renda mensal entre um (R$ 998) e 2,5 (R$ 2.495) salários mínimos. Com o resultado, o índice acumulou variação positiva de 2,72% no ano. A taxa acumulada em 12 meses foi de 3,85%.


Em junho, o IPC-C1 ficou abaixo da variação da inflação média apurada entre as famílias com renda mensal entre um e 33 salários mínimos, obtida pelo IPC-BR *(Índice de Preços ao Consumidor — Brasil), que teve retração de 0,02% no mês. No acumulado em 12 meses, a taxa do IPC-BR foi inferior, com 2,41%.

Produtos mais caros 


A deflação no IPC-C1 de junho foi verificada em quatro das oito classes de despesa componentes do índice. Conta de luz, gasolina e alimentos foram os principais responsáveis pelo alívio na inflação das famílias mais pobres. 

Entre as classes de despesa que ficaram no negativo em junho, três registraram decréscimo em suas taxas de variação: Habitação (0,79% para -0,24%), Transportes (0,28% para -0,38%) e Despesas Diversas (0,08% para -0,23%). Os destaques foram os itens tarifa de eletricidade residencial (2,60% para -2,30%), gasolina (1,69% para -2,67%) e alimentos para animais domésticos (0,16% para -1 36%).


A classe Alimentação registrou deflação, mas a taxa de variação acelerou na passagem de maio para junho (-0,26% para -0,16%). O movimento de aceleração foi puxado pelo grupo "hortaliças e legumes" (-3,91% para -0,30%). Ainda assim, o feijão-carioca (-13,71%), a laranja pera (-10,24%) e a batata inglesa (-2,58%) ficaram entre as maiores influências de baixa em junho.

Já a classe Saúde e Cuidados Pessoais desacelerou de uma alta de 0,75% para um avanço de 0,31%. O movimento foi puxado pela deflação no item "medicamentos em geral", com queda de 0,01%. Em maio, os medicamentos tinham subido 1,63%.

Em contrapartida, aceleraram os grupos Educação, Leitura e Recreação (0,03% para 0,78%), Vestuário (0,13% para 0,60%) e Comunicação (-0,12% para 0,07%). Os destaques de alta foram: passagem aérea (-7,17% para 22,85%), calçados (-0,05% para 0 58%) e pacotes de telefonia fixa e internet (-0,70% para 0,46%).

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