Inflação para famílias mais pobres chega a 9,88% em 12 meses
Índice usado para reajustar salários subiu mais do que a inflação oficial, medida pelo IPCA
Economia|Do R7

O INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), indicador que mede a inflação para as famílias que ganham entre 1 e 5 salários mínimos, teve uma alta de 0,25% em agosto, e ficou 0,33 p.p. abaixo do resultado de 0,58% de julho, mas ficou acima da variação de agosto de 2014 (0,18%).
Com isto, o acumulado no ano fechou em 7,69%, bem acima da taxa de 4,11% relativa à igual período de 2014. Já se for considerado o valor acumulado nos últimos 12 meses, o índice está em 9,88%, pouco acima dos 9,81% relativos aos 12 meses anteriores.
Os produtos alimentícios apresentaram variação de -0,04% em agosto, enquanto em julho a taxa foi 0,56%. O agrupamento dos não alimentícios teve variação 0,38% em agosto, bem abaixo da taxa de 0,59% de julho.
Dentre os índices regionais, o maior foi o da região metropolitana de Curitiba (0,56%), em virtude da alta de 3,08% nos preços dos combustíveis. O litro da gasolina ficou 2,98% mais caro e o do etanol, 3,67%. O menor índice foi registrado na região metropolitana do Rio de Janeiro (0,06%), onde os alimentos apresentaram queda de 0,53%.
O INPC, calculado pelo IBGE desde 1979, se refere às famílias com rendimento monetário de 1 a 5 salários mínimos, sendo o chefe assalariado, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande e de Brasília. Esse indicador é utilizado para ajustar os salários de diversas categorias e subiu mais do que a inflação oficial, medida pelo IPCA.
Para cálculo do índice do mês foram comparados os preços coletados no período de 30 de julho a 27 de agosto de 2015 (referência) com os preços vigentes no período de 30 de junho a 29 de julho de 2015 (base).














