Inflação para famílias mais pobres sobe e fica acima da média nacional
Em novembro, alimentos, educação, comunicação e roupas pesaram no bolso dessas famílias
Economia|Do R7

A inflação para as famílias mais pobres, que têm renda entre 1 e 2,5 salários mínimos, subiu em novembro, de acordo com dados divulgados pela FGV (Fundação Getulio Vargas) nesta segunda-feira (7).
O IPC-C1 (Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1), que mede a alta dos preços para esses consumidores, apresentou variação de 1,06% no mês passado. E ficou 0,36 ponto percentual (p.p.) acima da apurada em outubro, quando o índice registrou variação de 0,70%.
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Com esse resultado, o indicador acumula alta de 10,45%, no ano e, 11,22%, nos últimos 12 meses. Em novembro, o IPC-BR (inflação nacional para todas as famílias) registrou variação de 1 %. A taxa do indicador nos últimos 12 meses ficou em 10,39%, nível abaixo do registrado pelo IPC-C1.
Quatro das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram acréscimo em suas taxas de variação:
— Alimentação (0,45% para 2,32%),
— Educação, Leitura e Recreação (0,23% para 0,43%),
— Comunicação (0,22% para 0,65%) e
— Vestuário (0,31% para 0,37%).
Nesses grupos, os destaques partiram dos itens: hortaliças e legumes (-12,36% para 22,92%), jornais e revistas (0,09% para 0,97%), tarifa de telefone residencial (0,19% para 1,18%) e calçados (0,01% para 0,74%), respectivamente.
Em contrapartida, apresentaram decréscimo em suas taxas de variação os seguintes grupos:
— Habitação (1,06% para 0,41%),
— Transportes (1,44% para 0,48%),
— Saúde e Cuidados Pessoais (0,48% para 0,40%) e
— Despesas Diversas (0,12% para 0,10%).
Nessas classes de despesa, destacam-se os itens: gás de bujão (6,53% para 0,71%), gasolina (5,49% para 2,95%), medicamentos em geral (0,25% para -0,02%) e alimentos para animais domésticos (0,20% para -0,93%), respectivamente.















