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Integrantes do BCE veem outubro como mês para decisão sobre estímulos, dizem fontes

Economia|Do R7

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FRANKFURT (Reuters) - Os integrantes do Banco Central Europeu veem outubro como o mês mais provável para decidir se devem retirar os estímulos e consideram dezembro, uma possibilidade já sinalizada anteriormente, como muito tarde, afirmaram quatro fontes com conhecimento direto da discussão.

Com a perspectiva de inflação da zona do euro ainda turva, integrantes do BCE sentem que poucos dados estarão disponíveis na reunião de 7 de setembro. Eles também estão nervosos em fazer mudanças apenas duas semanas antes da eleição na Alemanha, o maior crítico da política de impressão de dinheiro de 2,3 trilhões de euros do BCE (2,7 trilhões de dólares), disseram as fontes à Reuters.

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Depois de ter levantado a perspectiva de aperto monetário no mês passado, o presidente do BCE, Mario Draghi, estava inclinado na quinta-feira em dar o menor comentário possível sobre o próximo passo do BCE, enfatizando a necessidade de paciência e persistência para elevar a inflação.

"Todos os sinais estão apontando para outubro", disse uma das fontes. "Haverá pouco para decidir em setembro... e dezembro está muito longe".

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O BCE não quis comentar. Na quinta-feira, Draghi disse que uma decisão viria no outono (Hemisfério Norte) e que os integrantes do BCE deliberadamente mantinham a data em aberto.

Uma das fontes apontou para os dados salariais do segundo trimestre, que serão divulgados após a reunião de 7 de setembro, como uma informação potencialmente vital.

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Isso faz do encontro 26 de outubro uma data mais viável.

"Não seria inteligente esperar muito de setembro", acrescentou uma outra fonte.

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Os salários têm sido particularmente preocupantes para o BCE. Enquanto o crescimento está superando as expectativas e o desemprego está recuando de forma relativamente rápida, o crescimento dos salários permanece estável, mantendo um controle sobre a inflação.

Essa aparente desconexão ocorre provavelmente por causa de mais trabalho em jornada parcial e temporária, uma vez que a crise financeira global e os formuladores de políticas do BCE ainda não têm certeza em qual ponto o crescimento do salário será atingido.

(Por Balazs Koranyi, Francesco Canepa e Frank Siebelt)

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