IPCA-15: prévia da inflação sobe 0,70% em setembro, puxada pela alta na conta de luz
Aumento dos preços de produtos e serviços do grupo Habitação tiveram maior impacto para elevação no resultado do indicador
Economia|Jéssica Eufrásio, do R7, em Brasília
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O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15), divulgado nesta sexta-feira (25), subiu 0,70% em setembro e ficou 1,1 ponto percentual acima do resultado de agosto. Os números do indicador, levantados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), servem como uma prévia para os resultados do índice oficial de inflação do país.
Todas as nove categorias consideradas apresentaram alta neste mês. No entanto, o maior impacto positivo apareceu nos preços de produtos e serviços relacionados ao grupo de Habitação (2,07%), seguido por Despesas Pessoais (0,96%) e Educação (0,03%).
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Em Habitação, o principal e maior impacto individual no índice do mês (0,29 p.p.) decorreu da alta no preço da energia elétrica residencial. Após queda de 6,25% em agosto, esse serviço subiu 7,42%, com o fim da incorporação do Bônus de Itaipu, creditado nas faturas emitidas no mês anterior.
A bandeira tarifária amarela continua a valer em setembro, com acréscimo de R$ 1,885 na conta de luz a cada 100 Kwh consumidos. Apesar disso, em Fortaleza, as tarifas caíram 6,65%, a partir de 26 de agosto, devido à incorporação de recursos da repactuação do Uso de Bem Público (UBP).
Outro serviço de peso para o resultado foi o gás encanado (0,92%), devido ao reajustes de 10,21% em Curitiba e de 1,80% no Rio de Janeiro, ambos a partir de 1º de agosto. E a alta do subitem água e esgoto (0,03%) decorre do aumento de 3,55% nas tarifas em Salvador, a partir de 20 de julho.
Confira as demais variações, por grupo:
Transportes (0,60%)
- Passagens aéreas (9,82%)
- Combustíveis (0,22%)
- Gás veicular (1,56%)
- Táxi (0,66%)
- Gasolina (0,30%)
- Etanol (-0,22%)
- Óleo diesel (-0,78%)
Despesas pessoais (0,96%)
- Cigarro (14,00%)
Alimentação e bebidas (0,40%)
Alimentação em domicílio (0,38%)
- Tomate (20,76%)
- Arroz (2,39%)
- Carnes (1,30%)
- Café moída (-1,36%)
- Cebola (-4,41%)
- Feijão carioca (-6,33%)
Alimentação fora do domicílio (0,44%)
- Refeição (0,38%)
- Lanche (0,44%)
Nos resultados regionais, as 11 áreas consideradas também apresentaram alta nos preços. A maior variação apareceu em Goiânia (0,95%), por causa da alta do cigarro (15,69%) e da energia elétrica (6,38%); e a menor, em Recife, impactada pelas quedas nos valores das frutas (-4,78%) e da gasolina (-1,86%).
Como é calculado
O indicador se difere do IPCA — índice de cálculo oficial da inflação do país — na abrangência geográfica e no período de coleta, que começa no dia 16 do mês anterior; por isso, ele é considerado uma prévia.
O IPCA-15 estava em queda de abril último até o mês passado, quando apresentou a menor variação desde agosto de 2022 (-0,73%).
Esse índice leva em conta os gastos das famílias com rendimento de um (R$ 1.621) a 40 salários-mínimos (R$ 64.840) e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, de Porto Alegre, de Belo Horizonte, de Recife, de São Paulo, de Belém, de Fortaleza, de Salvador e de Curitiba, além de Brasília e de Goiânia.
A metodologia usada é a mesma do IPCA; a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica. No caso da prévia referente a este mês, os dados foram obtidos de 15 de agosto a 15 de setembro e comparados àqueles vigentes entre 16 de julho e 14 de agosto de 2026.
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