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IPCA deve ultrapassar 5% caso cenário de incerteza sobre o petróleo continue, diz economista

Mercado financeiro elevou a projeção para a inflação brasileira de 2026 para 4,89%, segundo boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (4)

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Mercado financeiro aumentou a projeção de inflação para 2026 para 4,89%, a oitava elevação consecutiva.
  • Incertezas geopolíticas no Oriente Médio impactam a economia e a inflação nacional.
  • Economista Fernando Agra prevê que o IPCA pode ultrapassar 5% no final do ano devido à alta do preço do petróleo.
  • Juros altos não são eficazes contra a inflação de custos, como a gerada pelo aumento do preço do petróleo.

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Segundo o boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (4), o mercado financeiro elevou a projeção para a inflação brasileira de 2026 e passou para 4,89%. É a oitava vez seguida de aumento. O comitê de política interna destacou que o ambiente externo continua incerto, devido aos conflitos geopolíticos no Oriente Médio.

Em entrevista ao Conexão Record News, o economista Fernando Agra aponta que, antes da guerra, existia uma expectativa de que o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) fechasse em cerca de 3,6%, acima da meta; porém, há algumas semanas, o índice já ultrapassou o teto da meta, que corresponde a 4,5%.


Vista aérea do edifício do Banco Central do Brasil em Brasília, com avenida e áreas verdes ao redor
Comitê destaca que ambiente externo continua incerto devido aos conflitos Reprodução/Record News

“Se a gente continuar nesse ritmo de incerteza, nessa alta do preço do petróleo, [...] a tendência é de que, infelizmente, a gente ultrapasse a casa dos 5% do IPCA no fim do ano. Com isso, dificulta muito o Banco Central a cortar juros, porque um dos instrumentos para se combater a inflação no curto prazo são os juros altos”, explica.

Segundo Agra, juros altos não combatem a chamada inflação de custo, que é a gerada pelo aumento do preço do petróleo — e impacta no combustível e nas mercadorias —, apenas na inflação de demanda.


“A gente tem uma meta de inflação muito rígida para os padrões de economia brasileira, 3% ao ano. Muito diferente de uma economia dos Estados Unidos, de alguns países europeus. Então, o Banco Central, de uma maneira anunciando para o mercado, sinalizando, de uma maneira estudada tecnicamente, deveria rever essa meta para cima, mas sem desancorar as expectativas”, diz.

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