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Juro do cartão de crédito sobe para 304% ao ano e é o maior desde 1999, diz Anefac

Taxas para consumidores e empresas subiram pelo oitavo mês seguido em maio

Economia|Do R7

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No caso dos consumidores, novamente houve aumento nos juros em todas as seis linhas pesquisadas
No caso dos consumidores, novamente houve aumento nos juros em todas as seis linhas pesquisadas

As taxas de juros das operações de crédito para pessoas físicas (consumidores) e jurídicas (empresas) subiram em maio pelo oitavo mês consecutivo e renovaram os maiores patamares em quase cinco anos.

Segundo pesquisa da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), divulgada nesta quarta-feira (10), no caso do cartão de crédito, a taxa subiu 0,2 ponto porcentual (pp), para 12,34% ao mês (304,03% ao ano) em maio, o maior nível desde março de 1999.


No caso das pessoas físicas, novamente houve aumento nos juros em todas as seis linhas pesquisadas (juros do comércio; cartão de crédito rotativo; cheque especial; CDC-bancos-financiamento de veículos; empréstimo pessoal-bancos; e empréstimo pessoal-financeiras). O juro médio subiu 0,1 ponto porcentual em maio ante abril, para 6,87% ao mês (121,96% ao ano), o maior nível desde junho de 2010.

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Em relação aos juros do comércio (crediário), houve alta em todos os 12 tipos de lojas pesquisadas, com a média geral subindo 0,05 pp, para 5,21% ao mês (83,94% ao ano). A taxa mais alta foi registrada em Minas Gerais, com 5,29% ao mês (85,63% ao ano). Nos financiamentos de veículos, o prazo médio caiu para 36 meses, o menor nível para meses de maio desde 2009.


Entre as pessoas jurídicas, houve alta nas três linhas (capital de giro; desconto de duplicatas; e conta garantida). O juro médio avançou 0,03 pp no mês passado ante o anterior, para 4% ao mês (60,1% ao ano), o patamar mais alto desde julho de 2011.

No caso da conta garantida, a taxa subiu 0,06 pp, para 6,88% ao mês (122,21% ao ano), o patamar mais elevado desde janeiro de 2003.


De acordo com a Anefac, as altas podem ser atribuídas a três fatores: cenário macroeconômico que aumenta o risco de elevação da inadimplência; aumento da Selic; e expectativa de mais aperto monetário em função da inflação alta. A associação cita ainda o aumento na alíquota da CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido), de 15% para 20%, "elevando assim a cunha fiscal das instituições financeiras, que inevitavelmente se refletirá no repasse para as taxas de juros das operações de crédito".

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A Anefac lembra que, considerando todas as elevações da Selic promovidas pelo Banco Central desde março de 2013, houve uma elevação de 6 pp (ou alta de 82,76% na taxa básica de juros), para o nível de 13,25% que vigorava em maio.

Em junho, o BC elevou a taxa em mais 0,5 pp. No mesmo período, a taxa de juros média para pessoa física subiu muito mais. Apresentou uma elevação de 33,99 pp (+ 38,64%). Já na pessoa jurídica, houve uma elevação de 16,52 pp (+ 37,91%).

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