Juros altos fazem aluguel subir o dobro da inflação, analisa economista
Especialista aconselha inquilinos a negociar com os proprietários
Economia|Do R7, com RECORD NEWS
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O aluguel subiu 7,11% de janeiro a setembro de 2026. A inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) nesse período foi de 3,95%. De acordo com estudos, os preços anunciados para aluguel continuam avançando mais do que para os imóveis que estão à venda. O levantamento apontou que, entre as capitais brasileiras, São Paulo é a que tem o aluguel mais caro.
“A gente bateu a Selic aí em 15% no final do ano passado e início desse ano, a mais alta dos últimos 20 anos, que tem tido quedas modestas e hoje está em 13,75%. Uma Selic alta torna o financiamento imobiliário mais caro. Então, o que acontece? Muita gente não está conseguindo contrair um empréstimo, um financiamento para comprar sua casa própria, o seu imóvel, e acaba buscando o aluguel. Esse aumento na procura pelo aluguel tem puxado os preços para cima”, afirma o economista Fernando Agra em entrevista ao Conexão Record News desta quarta-feira (14).
Com o preço em alta, Agra aconselha negociar com o proprietário, argumentando sobre os cuidados com o imóvel e mostrando estar em dia com as mensalidades. “Toda negociação é válida, porque também é importante que o inquilino tenha condições de pagar um aluguel, pagar todo dia e honrar o contrato, como também é importante para o proprietário ter alguém que zele pelo seu imóvel.”
Mesmo com esse cenário, Agra analisa que a economia brasileira ainda continua bastante resiliente, com taxa de desemprego nas mínimas históricas e o crescimento acima dos 2% no ano.
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