Juros do cartão de crédito terminaram 2016 em queda, aponta Anefac
Mesmo assim, taxas médias cobradas pelo crédito rotativo chegam a 453,74% ao ano
Economia|Do R7, com Estadão Conteúdo

Os juros do rotativo do cartão de crédito terminaram 2016 com uma leve queda, aponta pesquisa mensal divulga pela Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) nesta segunda-feira (9). Ainda assim, as taxas médias ainda são consideradas muito altas.
No mês passado, os juros médios do cartão de crédito ficaram em 453,74% ao ano — em novembro, estava em 459,53% a.a.). A redução foi de 0,65% em relação ao mês anterior.
A taxa mensal do crédito rotativo estava em 15,33%. Vale lembrar que ao fim de 2013, os juros dessa modalidade eram de 9,37%.
A queda ocorreu logo após a redução da taxa básica de juros da economia, a Selic. Em novembro, o Copom (Comitê de Política Monetária) cortou a taxa em 0,25 ponto percentual, ficando em 13,75% ao ano.
Das outras cinco modalidades de crédito para pessoa física pesquisadas, três também recuaram na mesma base de comparação: empréstimos pessoais concedidos pelos bancos (de 4,62% para 4 58% ao mês e de 71,94% para 71,15% ao ano), empréstimos pessoais concedidos por financeiras (de 8,35% para 8,29% ao mês e de 161 79% para 160,05% ao ano) e os juros do comércio (de 5,9% para 5 88% ao mês e de 98,95% para 98,5% ao ano).
As taxas dos bancos para financiamentos de veículos ficaram estáveis, a 2,32% ao mês e a 31,68% ao ano. A única alta foi observada nas taxas do cheque especial, de 12,56% para 12,58% ao mês e de 313,63% para 314,51% ao ano.
Com isso, a taxa média de todas as linhas de crédito para pessoa física pesquisadas recuou de 8,20% para 8,16% ao mês e de 157 47% para 156,33% ao ano. Entre as linhas para pessoa jurídica, a taxa média recuou de 4,82% para 4,74% ao mês e de 75,93% para 74 32% ao ano.
A Anefac aposta em uma redução da Selic ao longo do ano. A previsão dos economistas consultados pelo Banco Central (Boletim Focus, 9 de janeiro) é de que os juros básicos da economia cheguem a 10,5% no fim deste ano, o que deve dar uma aliviada nas taxas praticadas por bancos.
No entanto, a entidade faz uma ponderação. "Tendo em vista o cenário econômico atual, que aumenta o risco de elevação dos índices de inadimplência por conta da recessão econômica em curso, bem como o desemprego elevado, isso aumenta igualmente o risco de novas elevações das taxas de juros aos consumidores", diz o relatório.















