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Levy diz que economia se "reequilibra" após ajuste fiscal do governo

Ministro da Fazenda participa nesta quarta-feira de comissão geral da Câmara dos Deputados

Economia|Bruno Lima, do R7, em Brasília

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Levy avalia que é preciso colocar a casa em ordem antes de retomar o crescimento da economia
Levy avalia que é preciso colocar a casa em ordem antes de retomar o crescimento da economia

O ministro da Fazenda, Joquim Levy, afirmou nesta quarta-feira (14) que o ajuste fiscal proposto do governo está alcançando resultados positivos. A análise foi feita durante a comissão geral realizada no plenário da Câmara dos Deputados.

Levy foi convidado a comparecer ao Congresso para prestar esclarecimentos sobre a elevação da taxa de juros, a retração da produção industrial e o aumento do desemprego.


De acordo com o ministro, é preciso “pôr a casa em ordem” antes de retomar o crescimento da economia. Ele explicou que o País passa por uma “travessia” e que esse cenário econômico já foi enfrentado em 1999 e em 2003. No entanto, Levy defendeu que o importante é que essa “travessia” seja rápida.

— A economia brasileira se reequilibra, se reequilibra numa situação muito mais segura, muito mais sustentável. Evidentemente que para esse reequilíbrio há algum custo e essa travessia requer esforço e até sacrifico de pessoas, de empresas.


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O ministro também disse que a taxa de câmbio é fundamental para um "crescimento sustentável".

— Eu acho que a nossa indústria está em condição de ter os melhores anos pra frente que se pode imaginar, desde que a gente tome as medidas necessárias. 


A última vez que esteve na Câmara, em 17 de setembro, Levy comentou o pacote fiscal do governo prevendo o corte de R$ 26 bilhões nas despesas e aumente de R$ 40,2 bilhões na arrecadação.

Levy ainda criticou a burocracia no setor empresarial e disse que a taxa de desemprego vai diminuir em reação a “um orçamento sólido, realista”.

— O emprego vai vir. A gente vai estabilizar o emprego se a gente conseguir superar os desafios fiscais que existem hoje. 

O ministro afirmou que é necessário retomar o crescimento com a menor taxação possível e que uma das medidas a serem tomadas é continuar cortando despesas. Segundo ele, os programas do governo estão se reavaliados para saber quais se justificam e quais podem ser reformulados.

— O crescimento se dá com um mínimo de carga tributária e para isso nós temos que olhar com atenção para cada despesa do setor público.

Levy explicou que o projeto do governo para alcançar um “crescimento sustentável” está baseado em três pontos. O primeiro seria controlar os gastos públicos e aumentar a arrecadação. O segundo passo seria a retomada do crescimento a partir do aumento da demanda e do emprego e o controle da inflação.

Por último seriam medidas a longo prazo como a reforma da previdência, investimento em infraestrutura e desburocratização nas contratações. Como algumas dessas mudanças precisam necessariamente passar pelo Congresso Nacional, Levy fez um apelo aos deputados para que “todos juntos” tomem decisões que possam reverter o atual cenário.

— Essas medidas estruturais, boa parte de cunho legislativo, são a garantia de que todas as ações vão se sustentar no futuro.

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