Lojistas trocam decoração e Papai Noel por vendedores experientes para salvar o Natal
Contratação de temporários vai favorecer quem sabe vender. Decoração reflete a crise
Economia|Do R7

O comércio adotou táticas de guerra para tentar melhorar as vendas deste fim de ano. A ordem geral foi reduzir as despesas com decoração natalina e contratação de Papai Noel para investir no reforço qualificado do time de vendas. De acordo com a Associação Comercial de São Paulo, o cenário para a contratação de temporários está pior em relação a anos anteriores.
— O comércio de modo geral é otimista em relação ao Natal, porém, este ano precisa ser realista. Os números até agora são pessimistas. Os estoques estão menores e os gastos com decoração também foram reduzidos. Para a contratação de temporários, a tendência é que se aumente as exigências, além da redução das vagas — disse Marcel Solimeo, economista-chefe da Associação Comercial de São Paulo.
Os candidatos mais qualificados e com experiência em vendas terão prioridade na seleção das lojas.
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Ao todo, o varejo deve contratar cerca de 90 mil temporários em todo o País, cerca de 30% a menos do que no final de 2014. O efeito da retração fica evidente no tempo de contratação de Papai Noel. Nos anos anteriores, o contrato chegava a 45 dias. Com a crise, deve cair para 20 ou 25 dias.
— A contratação de papai noel já deveria estar fechada, mas com a crise muitos só vão começar a trabalhar no dia 1º de dezembro. As lojas grandes estão desistindo de contratar papai noel e muitos shoppings reduziram de dois ou três para um só, disse Luiz Augusto Idelfonso da Silva, diretor de relações institucionais da Alshop (Associação Brasileira de Lojistas de Shoppings).
Nos shoppings, a contratação de temporários com experiência em vendas também é a aposta para amenizar a crise. Porém, as chances de efetivação no emprego serão menores.
— Até 2012, as lojas efetivavam entre 25% e 30% dos temporários de Natal levando em conta os planos de expansão para o ano seguinte. Desta vez, a taxa de efetivação deve ficar em 6% — disse Silva.
O perfil de vendedores temporários que os shoppings vão contratar é o do jovem, universitário e com habilidades de vendas e comunicação.












