Mais de 7.000 agências param em todo o País no 1º dia de greve dos bancários
Adesão à paralisação foi 17,7% maior do que a do primeiro dia de greve no ano passado
Economia|Do R7

O primeiro dia de greve dos bancários paralisou a operação de 7.359 agências em todo o País. O número equivale a 31,25% do total de agências espalhadas pelo Brasil, segundo dados do BC (Banco Central).
As informações são de que todo o atendimento foi interrompido, contando com os centros administrativos, centrais de Atendimento e o SAC (Serviço de Atendimento ao Cliente). Durante a greve, os bancários garantem que os caixas de autoatendimento vão continuar funcionando para atender à população.
A greve dos bancários, que começou nesta terça-feira (6), foi considerada como a maior realizada pela categoria nos últimos anos. A categoria afirma que os números da adesão deste primeiro dia são 17,7% maior do que os do primeiro dia do ano passado.
Somente em São Paulo, o movimento terminou o primeiro dia com a adesão de mais de 35 mil trabalhadores em 680 locais de trabalho.
Consumidores devem procurar alternativas para pagar contas
Primeiro dia de greve teve adesão de 35 mil bancários e fechou 664 agências em São Paulo
O presidente da Contraf-CUT e um dos coordenadores do Comando Nacional dos Bancários, Roberto von der Osten, avaliou que o dia foi muito importante na construção do enfrentamento com a "intransigência" dos patrões.
— Nosso boletim final do dia confirmou que nossa greve já é um sucesso. Isso com toda certeza vai impactar na Fenaban e com toda a certeza vai ajudar no convencimento rumo a uma proposta decente que valorize os bancários e bancárias.
Os bancos estão inoperantes até a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) ofereça uma proposta melhor do que a que foi apresentada na última assembleia da categoria. Segundo a Contraf (Confederação Nacional Trabalhadores Ramo Financeiro), desde o dia 9 de agosto houve cinco tentativas de negociação.
A proposta feita pela Fenaban foi de reajuste de 6,5% e R$ 3.000 de abono, pagos de uma só vez, mas os bancários reivindicam ajuste salarial de 14,78%. Além disso, os bancários reivindicam por PLR de três salários mais R$ 8.297,61; fixação do piso salarial em R$ 3.940; vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche; 14º salário; fim das metas abusivas; fim das demissões; melhores condições de trabalho; mais segurança nas agências, e; auxílio-educação.
No final do dia, a Fenaban chamou a categoria para nova rodada de negociações que acontece na sexta-feira (9), às 11h, em São Paulo.















