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Mais dinheiro na poupança promove impacto positivo no setor imobiliário, diz economista

BC informou que a caderneta de poupança teve entrada de R$ 2,6 bilhões em maio, mês do início do novo Desenrola para endividados

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Em maio de 2026, a poupança recebeu R$ 2,6 bilhões, coincidindo com o início do programa Desenrola para endividados.
  • O economista Rodrigo Simões destaca que menos dinheiro está saindo da poupança em 2026 em comparação a 2025, devido ao impacto do Desenrola.
  • A redução dos juros e o alongamento dos prazos das dívidas são fatores que contribuem para a entrada líquida na poupança.
  • É importante analisar a renegociação de dívidas para entender o impacto do programa Desenrola na poupança.

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Segundo informações do Banco Central, a caderneta de poupança teve entrada de R$ 2,6 bilhões em maio. Esse foi o primeiro ingresso de recursos na tradicional modalidade de investimentos em 2026. A entrada de dinheiro acontece no mesmo mês do começo do Novo Desenrola — programa voltado para brasileiros endividados com o sistema bancário.

Em entrevista ao Conexão Record News desta terça-feira (9), Rodrigo Simões, economista e professor, aponta que menos dinheiro está saindo da poupança neste ano quando comparado a 2025, devido ao impacto do programa Desenrola.


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Segundo ele, há dois aspectos importantes: “O primeiro é a redução consistente dos juros, e também uma parte do principal para as famílias que estavam superendividadas ou até mesmo em inadimplência, o que faz com que as pessoas tenham uma certa economia no seu orçamento. E o segundo ponto que contribui para esse aumento de entrada líquida é reflexo de quem não conseguiu pagar a dívida à vista, seja com 50%, 60% ou 70% de desconto, e conseguiu ter um alongamento dos prazos com uma parcela menor.”

O economista diz que é necessário comparar quantas famílias conseguiram renegociar dívidas durante os programas de 2025 e de 2026, e saber se uma aderência maior ao programa implicará no saldo positivo da poupança.


Simões destaca ainda que, apesar de a poupança não ser a opção preferida dos investidores, é uma alternativa mais acessível para a população, além de ter o poder de impactar diretamente o setor imobiliário. “A poupança, com mais dinheiro depositado nos bancos, significa que o sistema financeiro consegue também ter mais dinheiro para poder emprestar para o crédito imobiliário. E os bancos, tendo mais recursos para emprestar, isso causa um impacto positivo, que é no custo dos juros do financiamento do sistema habitacional“, completa.

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