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Mary Barra, primeira mulher nomeada para comandar a GM

Economia|Do R7

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A General Motors (GM) anunciou nesta terça-feira a nomeação de Mary Barra para suceder Dan Akerson na presidência executiva da empresa a partir de 15 de janeiro, o que fará dela a primeira mulher a ocupar o cargo de CEO da principal montadora americana.

"Foi escolhida pelo conselho de administração para tornar-se a próxima presidente executiva da empresa e integrará o CA (conselho administrativo)", afirma um comunicado da GM.

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Mary Barra, de 51 anos, é atualmente vice-presidente de desenvolvimento mundial de produtos, compras e da rede de abastecimento do grupo. Barra trabalha na GM há 33 anos, tendo ocupado posições de produção, engenharia e postos seniores.

Em uma mensagem aos funcionários, Dan Akerson diz que "sairá com grande satisfação pelo que realizamos, grande otimismo pelo que vem pela frente e muito orgulho por estarmos restaurando a General Motors como porta-estandarte da América no setor automobilístico global".

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Akerson afirmou que o que se fala sobre a GM ser um "clube do bolinha" é muito antigo e observou que várias das principais divisões da GM são lideradas por mulheres, que correspondem a 25% dos funcionários das fábricas da empresa.

Barra "foi escolhida por seu talento, não pelo gênero", disse Akerson a repórteres em uma conferência telefônica.

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"Ela cresceu na companhia, trabalhou no chão de fábrica, administrou fábricas e depois, a maior e mais complexa parte de nossos negócios que é o desenvolvimento global dos produtos e a administração da cadeia global de fornecimento".

Akerson planejava se aposentar em meados de 2014, mas antecipou sua saída porque sua esposa sofre de câncer em estágio avançado.

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Mary Barra se une a uma lista crescente de mulheres CEOs em uma ampla faixa de setores dos EUA. Entre elas estão Virginia Rometty, da IBM; Meg Whitman, da Hewlett-Packard; Patricia Woertz da Archer Daniels Midland; Ellen Kullman da DuPont e Marissa Mayer, da Yahoo.

A nomeação de Barra também se destacou da de outros líderes recentes da GM por outro motivo, segundo a Barclays: sua experiência como engenheira.

"Vemos esse anúncio de forma positiva, já que marca a primeira vez em muito tempo que a GM está sendo controlada por uma engenheira", disse a Barclays.

Segundo analistas, os maiores desafios que Barra enfrentará incluem melhorar o desempenho da GM na Europa, devido à fragilidade econômica da região e manter sua posição na China, um importante mercado, em crescimento. Eles também desejam ver maiores retornos para os acionistas por meio dos dividendos e um programa de recompra de ações.

jmb/pmh/ved/fp/mv

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