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'Me candidatei para 100 vagas, mas não chamam para entrevista'

Relações públicas vende produtos e faz trabalhos como freelancer para conseguir uma renda enquanto está fora do mercado formal

Economia|Giuliana Saringer, do R7

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Gabriela está desempregada desde junho de 2017
Gabriela está desempregada desde junho de 2017

A relações públicas Gabriela Veronez Chaytor, de 36 anos, perdeu o emprego em 2017, depois de 12 anos de trabalho na companhia. Desempregada desde junho do ano passado, afirma que mandou currículo para mais de 100 vagas deste então. 

Gabriela foi contratada em 2005 como atendente, cresceu profissionalmente e, em 2012, assumiu a gerência da área de comunicação da empresa. Dois anos depois, somou este setor com a gerência do setor de treinamento. 


A relações públicas diz que a companhia estava passando por dificuldades financeiras e, por isso, no fim de 2016 começou a cortar pessoas de cargos altos. Embora tenha recebido apoio da companhia, ainda não conseguiu se recolocar no mercado. 

— Acho poucas vagas no nível de gerência e, quando encontro oportunidades que se encaixam perfeitamente, já têm mais de 3.500 candidatos. Já me candidatei para mais de 100 vagas. 


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Gabriela diz não ter recebido retorno da maior parte das vagas para as quais se candidatou. Relata também que foi chamada apenas para entrevistas das quais soube por meio de colegas, não pelo envio de currículos. Nem sempre as oportunidades condiziam com sua experiência profissional. 

— Eu já fui [nas entrevistas] sabendo que não tinha toda a experiência que as vagas pediam. E-commerce, experiência em vendas em campo, por exemplo. Mas fui para mostrar minha cara.


Gabriela diz que não encontra vagas para área dela
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Conseguindo renda

Para tentar pagar as contas, Gabriela começou a "se virar". A relações públicas apostou em atividades que sentia afinidade para conseguir se manter. 


— No fim do ano comecei a me virar: fiz bolachas de gengibre para vender no Natal, comecei a vender cosméticos e a fazer projetos de comunicação para empresas de vendas diretas, me associando à uma consultoria. São estes pequenos trabalhos que estão me gerando uma renda. Agora estou estudando uma oportunidade para iniciar um negócio na área de treinamento.

Descrente na possibilidade de conseguir a recolocação por meio do envio de currículos para empresas, Gabriela afirma que aproveita a flexibilidade de horários de trabalhar para si mesma. 

— Diminuí bastante o envio de currículos. Estou mais focada em procurar trabalhos que eu possa fazer por conta própria. Estou gostando muito da liberdade de tempo que este tipo de trabalho me dá. 

Dados do emprego

Gabriela faz parte das estatísticas divulgadas pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) nesta sexta-feira (26). Segundo o indicador, o país fechou 20.832 vagas com carteira assinada em 2017. 

Este foi o terceiro ano consecutivo em que o indicador registrou fechamento de vagas — o comportamento foi o mesmo em 2015, quando o País fechou 1,5 milhão de vagas, e 2016, quando 1,3 milhão de postos.

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