Mercado eleva projeção da taxa básica de juros para 13% ao ano, aponta Focus
Em relação à inflação oficial, a mediana das projeções do mercado aumentou pela sexta semana consecutiva, para 4,80%
Economia|Do Estadão Conteúdo
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Após três semanas de estabilidade, a mediana das previsões do mercado financeiro para a taxa básica de juros, a Selic, no fim de 2026, aumentou de 12,50% para 13,0%, segundo o relatório Focus, do Banco Central. O mercado calibra as expectativas para a trajetória da política monetária, em meio à pressão inflacionária esperada com a disparada dos preços de petróleo em decorrência da guerra no Oriente Médio.
Considerando só as 95 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a mediana para a Selic no fim de 2026 subiu de 12,75% para 13,0%.
A projeção para o fim de 2027 aumentou de 10,50% para 11,0%, depois de 61 semanas de estabilidade. Levando em conta apenas as 90 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, passou de 10,53% para 11,0%.
O Copom (Comitê de Política Monetária) reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, de 15% para 14,75% ao ano, no dia 18 de março. Foi a primeira redução da taxa de juros em quase dois anos. Apesar do corte, o colegiado alertou para o aumento das incertezas no cenário.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, reforçou a baixa visibilidade durante entrevista coletiva sobre o Relatório de Política Monetária, no último dia 26. Ele disse que o “conservadorismo” da autoridade monetária em 2025 compra tempo para analisar o cenário e entender os efeitos que a alta do petróleo terá sobre os preços domésticos.
“Estamos entendendo e vamos aprender mais daqui até a próxima reunião do Copom. O BC tem esse benefício de que só precisa tomar uma decisão a cada 45 dias”, afirmou Galípolo, reforçando que haverá uma condução cautelosa da política monetária. O Copom se reúne novamente na próxima semana.
Neste último relatório, a mediana para a Selic no fim de 2028 permaneceu em 10,0% pela 13ª leitura seguida. A estimativa para 2029 aumentou de 9,75% para 9,88%. Há um mês, era de 9,50%.
Inflação
Em relação à inflação oficial, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a mediana das projeções do mercado financeiro de 2026 aumentou pela sexta semana consecutiva, agora de 4,71% para 4,80%, distanciando-se ainda mais do teto da meta perseguida, de 4,50%.
Considerando apenas as 112 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a mediana passou de 4,73% para 4,85%.
A estimativa intermediária do mercado para o IPCA de 2027 aumentou pela quarta semana consecutiva, de 3,91% para 3,99%. Há um mês, era de 3,80%. Considerando apenas as 108 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, passou de 3,89% para 4%.
PIB
O documento mostra, ainda, que a mediana para o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro em 2026 oscilou de 1,85% para 1,86%. Um mês antes, era de 1,84%. Considerando apenas as 68 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a estimativa aumentou de 1,85% para 1,89%.
O crescimento esperado pelo mercado é maior do que o previsto pelo Banco Central, de 1,6%, segundo o Relatório de Política Monetária (RPM) do primeiro trimestre. O Ministério da Fazenda espera alta de 2,33% para o PIB.
A mediana do Focus para o crescimento da economia brasileira em 2027 permaneceu em 1,80% pela 16ª semana consecutiva. Levando em conta apenas as 66 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a estimativa intermediária passou de 1,80% para 1,74%.
As medianas para o crescimento do PIB de 2028 e 2029 permaneceram em 2,0%, pela 110ª e 57ª semanas seguidas, respectivamente.
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