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Irã não pretende ceder controle do estreito de Ormuz, diz TV

Ex-comandante da Guarda Revolucionária classificou administração da rota como um ‘direito inalienável’

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Irã rejeita ceder controle do estreito de Ormuz em negociações de paz.
  • O estreito de Ormuz é vital para o tráfego de petróleo, com um quinto do consumo mundial passando por lá.
  • Oficiais iranianos afirmam que o controle da passagem é um direito inalienável do país.
  • A Casa Branca confirma novas negociações com o Irã, enquanto o bloqueio marítimo americano permanece.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Estreito de Ormuz é considerado uma rota essencial para o fluxo de petróleo Nasa/Divulgação

O Irã não pretende ceder o controle do estreito de Ormuz como parte de um eventual acordo para o fim da guerra com os Estados Unidos e Israel. As informações são da emissora britânica BBC, que cita fontes no alto escalão do país.

Localizado entre o Irã e Omã, o estreito de Ormuz conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico. A rota é essencial para o fluxo de petróleo, sendo que aproximadamente um quinto de todo o consumo mundial passa por ali.


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Desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, o estreito vem sendo fechado pelo Irã. O seu controle pelo país persa também vem sendo questionado durante o conflito.

“Nunca”, afirmou um alto parlamentar à BBC ao comentar sobre uma eventual concessão da rota marítima. Ele não teve a sua identidade revelada.


Já Ebrahim Azizi, ex-comandante da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) disse, também à rede britânica, que a administração da rota marítima é um direito inalienável. “Irã decidirá sobre o direito de passagem, incluindo as permissões para que embarcações atravessem o estreito.”

Ainda segundo ele, a medida está prestes a ser formalizada em lei. O país prepara a apresentação de um projeto no Parlamento, com base no artigo 110 da Constituição, que abrange temas como meio ambiente, segurança marítima e segurança nacional. “As forças armadas serão responsáveis por implementá-la”, acrescentando que o Irã conseguiu transformar o estreito em “um trunfo para enfrentar o inimigo” durante o conflito.


Em entrevista à BBC, Mohammad Eslami, pesquisador da Universidade de Teerã, afirma que o país vê como vital a sua capacidade de controlar a passagem de tráfego marítimo, incluindo petroleiros e navios-tanque de gás essenciais, não apenas como moeda de troca nas negociações atuais, mas como uma alavanca de longo prazo.

“A primeira prioridade do Irã após a guerra é restaurar a dissuasão, e o estreito de Ormuz está entre as principais alavancas estratégicas do Irã”, explicou Eslami. “Teerã está aberta a discutir como outras nações podem se beneficiar da nova estrutura iraniana para o estreito, mas o controle é o ponto crucial.”


Vice-presidente dos EUA participará de nova rodada de negociações com Irã

A Casa Branca confirmou que o vice-presidente americano, J.D Vance, vai viajar para o Paquistão, nesta segunda-feira (20), para uma nova rodada de negociações com o Irã. O bloqueio americano no estreito de Ormuz continua.

O presidente, Donald Trump, afirmou nas redes sociais que um navio cargueiro de bandeira iraniana chamado Touska, com quase 275 metros de comprimento e pesando quase o mesmo que um porta-aviões, tentou ultrapassar o bloqueio naval, e não teve sucesso.

O destróier de mísseis guiados da Marinha dos Estados Unidos interceptou o Touska no golfo de Omã e os advertiu para que parassem. A tripulação iraniana se recusou a obedecer, e então o navio da Marinha os deteve imediatamente.

A mídia estatal iraniana informou que Teerã não planeja participar de novas negociações com os Estados Unidos enquanto Washington mantiver o bloqueio marítimo. Em Israel, o Exército publicou um mapa dos deslocamentos dentro do Líbano. Dezenas de vilarejos, em sua maioria abandonados, aparecem sob controle, dias após a entrada em vigor de um cessar-fogo com o grupo terrorista Hezbollah.

Trump acusa Irã de violar cessar-fogo

A nova rodada de negociações foi anunciada após o presidente dos Estados Unidos acusar o Irã de violar o cessar-fogo de 15 dias.

Trump ameaçou o país com a destruição de todas as suas usinas de energia e pontes. A declaração foi feita neste domingo (19), em uma publicação nas redes sociais. Nela, também afirmou que não perderia nada com o eventual fechamento do estreito de Ormuz.

“O Irã decidiu disparar tiros ontem no estreito de Ormuz, uma violação total do nosso acordo de cessar-fogo. Muitos deles foram direcionados a um navio francês e a um cargueiro do Reino Unido. Isso não foi nada legal, foi?”, inicia a publicação.

“O Irã anunciou recentemente que estava fechando o estreito, o que é estranho, porque nosso bloqueio já o fechou. Eles estão nos ajudando sem saber, e são eles que perdem com a passagem fechada: 500 milhões de dólares por dia. Os Estados Unidos não perdem nada”, acrescentou Trump.

“Espero que aceitem [o acordo], porque, se não aceitarem, os Estados Unidos vão destruir cada usina elétrica e cada ponte no Irã. Chega de ser o ‘senhor bonzinho’. Eles vão ceder rápido, vão ceder facilmente e, se não aceitarem o acordo, será uma honra para mim fazer o que precisa ser feito e que deveria ter sido feito por outros presidentes nos últimos 47 anos”, finaliza o texto.

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