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Mercado financeiro continua a aumentar a previsão de inflação

Além de aumentar a expectativa do IPCA, analistas reduziram o PIB pela 11ª semana

Economia|Do R7

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A inflação medida pelo IPCA encerrará o ano em 7,93%, e não mais em 7,77% como na previsão da semana anterior
A inflação medida pelo IPCA encerrará o ano em 7,93%, e não mais em 7,77% como na previsão da semana anterior

Os investidores e analistas do mercado financeiro voltaram a elevar a expectativa de fechamento da inflação para 2015.

Segundo o boletim Focus, pesquisa feita com instituições financeiras divulgada semanalmente pelo BC (Banco Central), a inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) encerrará o ano em 7,93%, e não mais em 7,77% como na previsão da semana anterior.


Os preços administrados, que são aqueles regulados pelo governo — como os da gasolina e da energia — subirão 12%. Antes, a estimativa era 11,18%.

Com relação ao PIB (Produto Interno Bruto), a soma dos bens e serviços produzidos por um país, a projeção é que a economia terá retração de 0,78% contra 0,66% previsto anteriormente.


Para a produção industrial, é esperada queda de 2,19%, e não mais o recuo de 1,38% estimado antes.

No caso do câmbio, a projeção é que o dólar encerre o ano em R$ 3,06, nível superior à previsão anterior de R$ 2,95. Na sexta-feira (13), a moeda norte-americana terminou o dia cotada a R$ 3,24, o maior valor desde 2 de abril de 2003.


A expectativa para o fechamento da Selic, taxa básica de juros da economia e principal instrumento do BC para controle da inflação, permaneceu em 13% ao ano para 2015.

Isso significa que o mercado espera que o Comitê de Política Monetária da instituição eleve a taxa mais uma vez este ano em 0,25 ponto percentual.


Em sua última reunião, nos dias 3 e 4 de março, o Copom subiu a Selic em 0,5 ponto percentual, chegando a 12,75% ao ano. O patamar de elevação confirmou as previsões de analistas.

A estimativa da dívida líquida do setor público permaneceu em 38% do PIB. A estimativa do déficit em conta-corrente, que mede a qualidade das contas externas, ficou em US$ 79,5 bilhões.

A projeção anterior era US$ 79,1 bilhões. O saldo previsto para a balança comercial recuou de US$ 4 bilhões para US$ 3 bilhões. Os investimentos estrangeiros estimados caíram de US$ 60 bilhões para US$ 57,5 bilhões.

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