Mercado superestima impacto do ‘choque de oferta’ do petróleo na economia, diz especialista
Roberto Troster acredita que não convém nem aos EUA nem ao Irã continuar com o conflito que pressiona o comércio mundial
Economia|Do R7, com RECORD NEWS
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Os economistas do mercado financeiro elevaram novamente a estimativa para a inflação em 2026. A expectativa subiu de 4,91% para 4,92% nesta segunda-feira (18), abrindo a décima semana seguida de aumento.
Com a guerra no Oriente Médio elevando o preço do petróleo, a economia segue pressionada. Para o economista Roberto Troster, no entanto, as perspectivas de alta não são exclusivas do Brasil, e o petróleo deve voltar a valores melhores antes do esperado.
“Isso foi o que a gente chama, em economia, de um choque de oferta. Aumenta o preço do petróleo e isso acaba se propagando para o resto da economia ou das economias. Estados Unidos vão estar com esse problema, você discute se eles vão baixar os juros ou não. Europa está com esse problema”, pontua.

O especialista acredita que o mercado tem superestimado o impacto e a duração do choque. “Aos poucos a economia, não só nesse caso, vai se ajustando. Quanto mais demora para resolver o problema no Irã, mais soluções, mais alternativas estão sendo encontradas.” Ele cita a iniciativa da Petrobras de aumentar a exploração do petróleo nacional e trabalhar com fontes de energia alternativas.
“Eu não acredito num choque permanente”, declara Troster. “Acho que, de alguma maneira, não convém nem o Irã nem os Estados Unidos continuar com a guerra. A minha projeção é que o preço do petróleo vai ocorrer antes do que os mercados estão estimando. Mesmo assim, mais inflação, os juros vão cair, mas vão cair numa velocidade mais lenta. Isso é ruim para o país, é menos crescimento, é menos investimento, algo que tem que ser evitado a todo custo. A questão agora é esperar para ver o que acontece”, completa.
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