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Mesmo com decisão judicial, MG ainda tem focos de protesto

Economia|Do R7

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Após a determinação da Justiça Federal, que mandou liberar o tráfego nas rodovias de Minas Gerais, os caminhoneiros começaram a liberar a Fernão Dias na manhã desta quarta-feira, 25. Porém, até esta tarde o trânsito ainda seguia lento em alguns pontos onde pela manhã o congestionamento chegou a 20 quilômetros.

Em Minas, a Polícia Rodoviária Federal foi logo cedo para os locais de bloqueio da Fernão Dias nos municípios de Lavras (MG), Santo Antônio do Amparo (MG) e Perdões (MG) visando abrir por completo as pistas, que estavam parcialmente interditadas pelos caminhões.

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Por volta das 13h15 eram registrados 16 quilômetros de congestionamento no quilômetro 513 da rodovia, na região de Igarapé (MG), para quem seguia sentido a São Paulo. Muitos caminhoneiros também continuavam parando às margens da pista já sinalizando a possibilidade de novas manifestações. Também na Fernão Dias, no fim da manhã, o tráfego foi liberado em Frei Inocêncio (MG).

O fim dos bloqueios não tem ocorrido em Minas Gerais nas estradas que não estão sob jurisdição federal. Em Divinópolis (MG), o protesto continuava nesta tarde na BR-494 envolvendo cerca de 400 caminhoneiros que chegaram a queimar pneus no meio da pista. Na região já é registrada falta de combustível nos postos. A Polícia Militar, que informou não ter recebido a decisão que manda desbloquear as rodovias, ainda tentou negociar com os manifestantes, porém, sem êxito.

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Na MG-050 também há sinais de protestos em alguns trechos, um deles em São Sebastião do Paraíso (MG), no sul do Estado. A decisão judicial que manda desbloquear as rodovias foi proferida pela 14ª Vara Federal e prevê multa de R$ 5 mil para os motoristas em caso de descumprimento e R$ 50 mil para as entidades envolvidas.

Ainda não foram registrados confrontos nas rodovias mineiras. Mas, em nota, a Polícia Rodoviária Federal informou que monitora a situação e que a "atuação em cada ponto de bloqueio segue protocolos internacionais de controle de distúrbios civis, iniciando-se com contato e negociação". Esclareceu ainda que "para os casos onde seja necessário, o uso da força para restabelecimento do fluxo rodoviário foi autorizado formalmente pelo Ministério da Justiça".

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