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Milhares de argentinos promovem "blecaute de consumo" contra alta de preços

Economia|Do R7

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Buenos Aires, 7 fev (EFE).- Milhares de argentinos se somaram nesta sexta-feira à convocação para um "blecaute de consumo" que convidava as pessoas a não comprar em supermercados, cadeias de eletrodomésticos, nem abastecer seus carros durante o dia todo, em protesto pelos aumentos de preços após a desvalorização do peso. A chamada ao boicote foi beneficiada pelas intensas chuvas e tempestades elétricas que castigaram grande parte do país, inclusive a capital Buenos Aires. A iniciativa, divulgada através das redes sociais, onde alcançou mais de 200 mil adesões, foi respaldada também por algumas das principais associações de consumidores do país, como Usuários e Consumidores e a União de Consumidores Argentinos (UUC). "Achamos que é muito importante (o blecaute de consumo)", disse hoje em declarações a emissoras de rádio o titular da UUC, Claudio Boada, que ressaltou a força das ações coletivas. Boada pediu "dar nome e sobrenomes às pessoas que vulneram nossos direitos" e citou como exemplo a companhia petrolífera anglo-holandesa Shell, alvo de duras críticas do governo argentino. A Shell subiu o preço de seus combustíveis na Argentina em 12% na segunda-feira passada, mas dois dias depois moderou a alta a 6% após um acordo com o governo liderado por Cristina Kirchner. O presidente da filial argentina da companhia petrolífera, Juan José Aranguren, é um dos executivos de grandes companhias que aparecem em cartazes pendurados em Buenos Aires nos últimos dias junto à mensagem "estes são os que roubam seu salário". O chefe de gabinete argentino, Jorge Capitanich, tachou de "inescrupulosos" e "antipatrióticos" os empresários que subiram os preços desde o janeiro passado, quando o peso se desvalorizou mais de 22% em relação ao dólar. Nas últimas semanas, o governo argentino manteve reuniões com todos os setores produtivos para conter a inflação, mas os consumidores denunciam que continuam os aumentos de preços. EFE mcg/rsd

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