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Ministro de Finanças grego: empregos, pensões e salários não serão cortados

Economia|Do R7

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Atenas, 25 fev (EFE).- O ministro de Finanças da Grécia, Yanis Varoufakis, disse nesta quarta-feira que o governo manterá sua promessa de não despedir funcionários do setor público e não reduzir pensões nem salários. Em entrevista à rádio local "Real FM", Varoufakis afirmou que "a resposta para estas três questões é não". O ministro garantiu ainda que não será modificado o imposto reduzido sobre valor agregado (IVA) das ilhas gregas, embora o governo vá modificar a taxação. "Posso dizer que não afetará as zonas fronteiriças, livros, imprensa e nem, certamente, as ilhas do Egeu. Estamos comprometidos", assegurou. Em relação a promessa de abolir o controvertido imposto sobre a propriedade imobiliária (ENFIA), que o governo quer substituir por um que incida unicamente sobre grandes propriedades, Varoufakis disse que as mudanças serão aplicadas neste ano, mas não precisou quando. Além disso, afirmou que o projeto de lei o governo preparará para ampliar o número de pessoas que poderão pagar em 100 parcelas suas dívidas com a Fazenda será aprimorado com algumas recomendações da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). O ministro de Finanças comemorou o fato do governo ter estipulado com os sócios europeus relaxar os objetivos de superávit primário de 3% do PIB para este ano e de 4,5% para 2016 e, ao invés disso, atingir um índice de acordo com o crescimento e as circunstâncias da economia grega. Varoufakis disse que o objetivo de 3% seria "catastrófico" para a Grécia e, embora tenha destacado que o tema não está agora sobre a mesa, a meta "não pode ser superior a 1,5%". O ministro contou ainda que as negociações com a zona do euro sobre a reestruturação da dívida serão iniciadas imediatamente. O ministro explicou que para a redução da dívida para 120% do Produto Interno Bruto (PIB) -atualmente em 185% do PIB-, segundo contempla o acordo de 2012 entre os sócios e o governo anterior, é necessária uma reestruturação da dívida. "Não me refiro somente a uma extensão da dívida, mas a uma troca da dívida", disse em referência à troca de bônus e esclareceu que a Comissão Europeia, o Banco Central Europeu (BCE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI) não compartilham a mesma visão sobre este assunto. O governo grego propõe trocar sua dívida pública por dois tipos de bônus novos ligados ao crescimento, de modo que não se pediria um perdão de dívida -que chega a 315 bilhões de euro-, mas se conseguiria reduzi-la. O primeiro tipo seria um bônus indexado ao crescimento econômico nominal, que substituiria os empréstimos de resgate europeus; e o segundo tipo seria um denominado "bônus perpétuo", que substituiria os bônus gregos em mãos do BCE. EFE rc/dk

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