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Moody's rebaixa Noble para grau especulativo; CEO defende finanças

Economia|Do R7

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Por Anshuman Daga e Umesh Desai

CINGAPURA/HONG KONG (Reuters) - O presidente-executivo da combalida trading de commodities Noble Group, Yusuf Alireza, defendeu a posição financeira da companhia após o que chamou de um movimento "inesperado" da agência de classificação de risco Moody's de cortar o rating de crédito da companhia para o grau especulativo, derrubando suas ações e títulos.


A redução de um degrau para o rating "Ba1" pela Moody's, que disse na terça-feira ter preocupações com a liquidez da Noble, significa que o financiamento vai se tornar mais caro para a maior trading de commodities da Ásia, disseram investidores.

A Moody's havia colocado a Noble em revisão para um possível rebaixamento em meados de novembro.


A retirada do selo de boa pagadora veio apenas uma semana depois da Noble firmar acordo para a venda de sua parcela remanescente de 49 por cento na unidade de agronegócio para a chinesa COFCO International por 750 milhões de dólares em dinheiro.

Como a Noble buscava diminuir rapidamente sua dívida e reter seu grau de investimento, o acordo teve uma precificação ruim.


"Nós claramente sentimos que esta decisão (da Moody's) não reflete os impactos positivos para o rating do recente negócio da Noble Agri", disse Alireza a empregados após o rebaixamento pela Moody's, em uma carta vista pela Reuters.

Em um comunicado oficial, a Noble disse que vai trabalhar junto da Moody's para assegurar que seu rating "reflita as métricas financeiras que a Noble vai atingir".

(Reportagem adicional por Josephine Mason em Nova York)

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