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Moody's rebaixa nota do Brasil, mas mantém grau de investimento

Economia|Do R7

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Rio de Janeiro, 11 ago (EFE).- A agência de classificação de risco Moody's rebaixou nesta terça-feira a nota da dívida brasileira a longo prazo em moeda estrangeira de "Baa2" para "Baa3", mas mudou a perspectiva da mesma de "negativa" para "estável". Com o rebaixamento, a qualificação da dívida brasileira está no último degrau dos países com o chamado "grau de investimento", ou seja, considerados como seguros para os investidores. A Moody's atribuiu a decisão ao desempenho abaixo do esperado pela economia, à tendência de alta dos gastos públicos e à falta de acordo entre os partidos políticos sobre o ajuste fiscal defendido pelo governo para tentar amenizar a crise. Dessa forma, a Moody's seguiu os passos de outras agências de classificação, que também manifestaram dúvidas sobre a capacidade de o Brasil pagar suas dívidas após a decisão do governo, em julho, de reduzir a meta do superávit fiscal deste ano. Em 28 de julho, a Standard & Poor's manteve em "BBB-" a nota da dívida do país, mas modificou a perspectiva de "estável" para "negativa", o que permite prever um futuro rebaixamento. Com a decisão, a S&P praticamente afirmou que o Brasil está prestes a perder a condição de país com "grau de investimento", já que a "BBB-" é a última nota para os países considerados seguros. A Fitch, única que mantém a qualificação do país dois degraus acima do nível de "grau de investimento", também manifestou a decisão de revisar a nota brasileira após o anúncio do governo de reduzir a meta para o superávit fiscal deste ano de 1,1% do Produto Interno Bruto (PIB) para apenas 0,15%. As agências de classificação têm dúvidas se o Congresso aprovará o ajuste fiscal anunciado pela presidente Dilma Rousseff. O pacote encontra resistência entre a base aliada e inclusive dentro do próprio PT, agravando a crise econômica. Segundo a Moody's, a demora na aprovação do ajuste impede que as autoridades "consigam superávits primários elevados o suficiente para conter e reverter à tendência do aumento da dívida deste e do próximo ano". A agência também cita como motivo do rebaixamento o escândalo de corrupção na Petrobras. "O uso da capacidade (instalada), a baixa confiança dos empresários e os efeitos (do escândalo) da Petrobras afetarão negativamente as perspectivas de investimento neste e no próximo ano", indicou a Moody's. EFE cm/lvl

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