Neurociência na publicidade reduz custos de produção, aponta especialista
Economia|Do R7
São Paulo, 4 mai (EFE).- O uso de conceitos e experiências da neurociência é uma ferramenta que serve como otimizador para as campanhas publicitárias, promovendo a redução de custos e o tempo de produção, explicou nesta segunda-feira o especialista espanhol Manuel García. "Nossos cérebros comandam nosso comportamento, e a ciência do cérebro ajuda a explicar todos os comportamentos humanos", comentou a Efe García, diretor de Neurociência em Nielsen, nos Estados Unidos. Técnicas de neurociência conhecidas há mais de cem anos estão sendo desenvolvidas no Brasil para aplicação no mercado de consumo e várias empresas já as usam para conhecer o comportamento do consumidor e sua relação com marcas e produtos. Segundo o especialista, as decisões de compra são mediadas pelo órgão central e são altamente influenciadas por "associações implícitas que o consumidor tem com produtos e marcas". Da mesma maneira, "incorporar métricas da neurociência de consumo faz com que seja possível explorar os anúncios para que sejam mais atraentes e memoráveis", acrescentou García. Para medir as reações dos consumidores, García disse que atualmente são aplicados exames de eletroencefalografia, que analisam as correntes elétricas produzidas no encéfalo, assim como o 'eye-tracking', um método de acompanhamento de leitura baseado no movimento dos olhos. "Com esses exames, podemos identificar o que funciona ou não na criação e, por isso, é comum nas agências esse tipo de ferramenta, que transforma uma boa criação em uma melhor ainda", assinalou o espanhol. O laboratório da americana Nielsen contribuiu para a estratégia de uma campanha da ONG brasileira AACD (Associação de Assistência a Crianças com Deficiência), que apresentava ao público um vídeo de um minuto e meio, reduzido para 45 segundos depois da análise cerebral. "As mudanças na campanha permitiram torná-la mais eficaz, assim como possibilitou a redução do tempo de duração, o que trouxe obviamente uma economia financeira para o instituto", completou García, que veio a São Paulo participar de vários encontros com especialistas brasileiros em neurociência. EFE fm/cd















