Nível de emprego na indústria tem maior queda em 14 anos
Pessoal ocupado no setor diminuiu 6,2% na passagem de 2014 para 2015, segundo o IBGE
Economia|Do R7

O nível de emprego na indústria brasileira recuou 6,2% em 2015 na comparação com 2014, segundo a Pimes (Pesquisa Industrial Mensal Emprego e Salário), divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quinta-feira (18).
Trata-se da maior queda medida desde o início da série histórica, iniciada em 2002. Portanto, há 14 anos não se registrava um recuo tão intenso.
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O IBGE mede o nível de emprego em 18 setores diferentes. Com isso, foi possível identificar que as maiores quedas do nível de emprego foram registrados nos segmentos de máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações, com queda de 13,9%; meios de transporte, recuo de 11,4%; e produtos de metal, com diminuição de 10,7% nos postos de trabalho.
O número de horas pagas na indústria diminuiu 6,7% no ano passado em comparação com 2014 — também a maior redução registrada desde o início da série histórica, que começou em 2002. Os ramos mais atingidos foram máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (queda de 13,5%), meios de transporte (recuo de 12,4%), e produtos de metal (diminuição de 11%).
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Além de pagar menos horas aos trabalhadores, os salários também recuaram — e de forma forma ainda mais vertiginosa. Em 2015, a remuneração dos trabalhadores da indústria encolheu 7,9% em comparação com 2014 — redução mais forte da série histórica, iniciada em 2002.
Os ramos mais impactados com o encolhimento do salário foram: meios de transporte (diminuição de 13,4%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (queda de 12,8%) e metalurgia básica (recuo de 11%).















