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Novas regras do mercado de cartões visam ampliar concorrência

No entanto, novidades não devem trazer grandes mudanças, segundo analistas

Economia|Do R7

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As mudanças anunciadas pelo Banco Central na regulamentação no setor de meios de pagamentos em setembro, visam ampliar a concorrência no segmento, mas não devem trazer grandes mudanças, na visão de analistas. As novas regras são marginalmente negativas para as líderes do segmento de adquirência, Cielo e Rede, à medida que reforçam a sua abertura, mas facilitam a vida de novos entrantes.

"O Banco Central continua a buscar maior transparência, eliminação de acordos anti-concorrência, práticas para impulsionar a eficiência (ou seja, redução de custos)", avaliam Eduardo Rosman e Gustavo Lobo, do BTG Pactual.

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Dentre as mudanças anunciadas na semana passada pelo regulador, estão a possibilidade de arranjos de pagamentos permanecerem fechados caso tenham menos de R$ 20 bilhões de movimentação anual, centralização da compensação e liquidação das transações com cartões em uma empresa neutra, mais prazo para empresas de menor porte se adequarem às regras do BC. Neste caso, o prazo passou de 2016 para 2018.

Setores com vagas abertas pagam até R$ 18 mil

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Como arranjos de pagamentos ainda fechados ou exclusivos, o BC citou a Cielo que captura a bandeira Elo, de Bradesco, Banco do Brasil e Caixa, a Amex e a Hiper/Hipercard que passa exclusivamente nas máquinas da Rede, do Itaú Unibanco. "O mercado está agora passando por fases de teste para abrir o negócio de adquirência para as marcas exclusivas de cartão e pode-se ver que as novas medidas de BC são notícias negativas para Cielo", avalia Alexandre Spada, do Itaú BBA.

Hoje, pilotos já estão sendo feitos para a abertura do mercado de credenciadoras. Conforme a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), até o final de outubro, começo de novembro, mais de 200 mil estabelecimentos comerciais vão aceitar diferentes bandeiras de cartões em uma mesma máquina (POS, na sigla em inglês).

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Para analistas do mercado, o Banco Central, como regulador do mercado de cartões, tende a ajustar as regras do setor com mais frequência, atuando de forma mais ativa quando o segmento não cumprir as metas exigidas por si só.

Safra

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Spada, do BBA, cita ainda a entrada do banco Safra no mercado de adquirência programada para 2016, antecipada na semana passada pelo Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado. "Como a parceira em adquirência do Safra é a Rede, se esse novo entrante for bem-sucedido, pode impactar mais a Rede do que a Cielo", avalia o especialista.

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